‘Tem todo o direito à presunção de inocência’, diz Lula sobre prisão de Braga Netto

Redação Portal Norte

Durante entrevista coletiva neste domingo (15), no Hospital Sírio-Libanês, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) falou sobre a prisão do general Walter Braga Netto. O militar é ex-ministro do governo Jair Bolsonaro e ex-candidato a vice na chapa presidencial do Partido Liberal em 2022.

Sobre o caso, Lula declarou que é paciente e democrático. Ele afirmou que espera punição severa aos indiciados, caso sejam culpados.

“Eu acho que ele tem todo o direito a presunção de inocência. O que eu não tive, eu quero que eles tenham. Todo o direito e todo o respeito para que a lei seja cumprida”, afirmou o chefe de Estado.

Além disso, ressaltou que não é possível aceitar o desrespeito à democracia e à Constituição. Por fim, Lula disse que não irá admitir que haja, no Brasil, militares de alta patente “tramando a morte de um presidente da República, de seu vice e de um juiz que era presidente da suprema corte eleitoral”.

Lula teve alta hospitalar neste domingo, após ficar internado desde a última terça-feira (10).

O presidente participou da última coletiva de imprensa da equipe médica e afirmou estar bem. “Eu reivindico meu direito de viver até os 120 anos”, declarou.

Prisão de Braga Netto

A Polícia Federal (PF) prendeu o general na manhã do último sábado (14), em Copacabana, no Rio de Janeiro.

A prisão fez parte das investigações sobre a tentativa de golpe de Estado que buscava impedir a posse do presidente Lula, em 2022. O militar teria tentado acessar informações sigilosas da delação premiada do tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro, junto à PF.

Sendo assim, a ação é considerada uma possível tentativa de obstrução de Justiça. Segundo as investigações, a tentativa de Braga Netto de obter detalhes da delação ocorreu em setembro de 2023, pouco após a liberação de Mauro Cid.

Confira a íntegra da declaração de Lula na entrevista coletiva: