Caso Daniel Alves: tribunal rejeita recurso de defesa contra prisão preventiva

Tribunal espanhol rejeita pedido de liberdade do jogador brasileiro Daniel Alves, que segue preso em investigação por suposto abuso sexual.
Redação Portal Norte

O pedido do jogador brasileiro Daniel Alves para ser liberto da prisão preventiva foi rejeitado por um tribunal espanhol.

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A investigação sobre um suposto caso de abuso sexual em uma boate de Barcelona (Espanha) prossegue com o jogador preso, disse o tribunal regional nesta terça-feira (21).

O jogador de 39 anos, que negou as acusações, foi preso de maneira preventiva e sem direito a fiança no dia 20 de janeiro após uma mulher apresentar queixa no mês passado sobre um evento na boate Sutton, no centro da cidade.

A polícia está investigando se houve crime de abuso sexual e o caso permanece em aberto.

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O advogado de Daniel Alves havia pedido que ele fosse solto sob fiança caso entregasse o passaporte e usasse uma tornozeleira eletrônica, argumentando que tinha laços familiares na Espanha.

No entanto, o tribunal rejeitou os argumentos e ordenou que ele permaneça em prisão preventiva na detenção de Brians 2, nos arredores de Barcelona.

“Existe um alto risco de fuga porque […] a punição severa que ele enfrenta no presente caso, as fortes evidências de crime e seu poderio econômico tornariam possível para ele […] deixar a Espanha a qualquer momento”, argumenta o tribunal.

Fama de Daniel Alves

O caso atraiu atenção significativa na Espanha por conta da fama de Daniel Alves.

Principalmente porque a agressão sexual continua sendo um tema político dominante desde o estupro coletivo de uma adolescente em 2016 durante o festival de corrida de touros de São Firmino.

O caso levou ao endurecimento das leis de violência sexual no país.

Na Espanha, uma denúncia de estupro é investigada sob a acusação geral de abuso sexual e as condenações podem levar a penas de quatro a 15 anos de prisão.

A condenação por tal acusação também abre caminho para o pagamento de uma compensação financeira à vítima para cobrir danos físicos, fisiológicos e morais.