Relembre como o filme ‘Conclave’ explica os rituais da sucessão papal

Redação Portal Norte

Em 2025, o tema do Conclave, quando se elege um novo Papa, retornou pro centro das atenções, bem antes da morte de Francisco. Qual a razão? O lançamento do filme “Conclave”, dirigido por Edward Berger, que ganhou o Oscar de Melhor Roteiro Adaptado. 

Baseado no livro de Robert Harris, o filme é uma obra ficcional que dramatiza as intrigas internas entre cardeais, tudo durante a escolha do novo pontífice.  

Muitos elementos mostrados foram inspirados em fatos verdadeiros e rituais autênticos da Igreja Católica, isso aumentou o interesse do público, especialmente depois do falecimento do Papa. Hoje em dia, o filme tá no topo dos mais vistos na plataforma Prime Video.

Uma das semelhanças com a vida real é a representação da Domus Sanctae Marthae, residência oficial dos cardeais durante o Conclave. Lá, eles dividem as refeições e são levados de ônibus pras sessões de votação. 

Outra ponto é o isolamento total a que os votantes são submetidos: no processo, os cardeais ficam sem celulares, jornais ou qualquer comunicação externa.

Conforme ditames da Igreja, somente cardeais com idade inferior a oitenta anos estão aptos para votar e ser votados.

Filme Conclave. Foto: Divulgação

A votação acontece na Capela Sistina, tendo o Juízo Final de Michelangelo como testemunha. Os votos são secretos e, após a contagem, são queimados. A tonalidade da fumaça emanando da chaminé sinaliza o resultado: branca, em caso de consenso; preta, quando a decisão permanece indefinida.

Pra um cardeal ser escolhido Papa, é crucial conquistar dois terços dos votos, algo também fielmente ilustrado no filme.

O filme ainda reproduz com precisão o papel do camerlengo, figura encarregada de gerir os recursos e o Tesouro do Vaticano no período da sede vacante — o lapso temporal entre o falecimento de um Papa e a eleição do sucessor. 

Na narrativa, o posto é preenchido pelo personagem Lawrence, vivido por Ralph Fiennes. No mundo real, a posição é atualmente assumida pelo cardeal irlandês Kevin Joseph Farrell.

Um outro detalhe autêntico retratado no filme é o ritual após o óbito do Papa: a câmara papal é selada e o anel do pontífice, destroçado.

Apesar da licença poética, que permeia os corredores da política, “Conclave” brilha pela sua dedicação aos aspectos mais formais e simbólicos da eleição do chefe da Igreja Católica.

*Com informações de CBN