Improbidade administrativa: MP ajuíza ação por shows de R$ 700 mil em Eirunepé

Ação civil pública acusa prefeito de Eirunepé por contratação ilegal de shows artísticos com dano ao erário
Redação Portal Norte

Uma Ação Civil Pública (ACP) por ato de improbidade administrativa contra o Prefeito de Eirunepé, Raylan Barroso de Alencar, foi ajuizada pelo Ministério Público do Amazonas (MPAM).

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A motivação da ACP se deu em razão de ilegalidades na contratação e realização dos shows de Joelma e Barões da Pisadinha, ao custo de R$ 700 mil, e do descumprimento de decisão do Tribunal de Contas do Estado do Amazonas (TCE-AM).

A ação foi ajuizada no último dia 20 pelo Promotor de Justiça Caio Lúcio Fenelon Assis Barros, titular da Promotoria de Justiça do município.

Conforme a representação n. 15.230/2022 do TCE-AM, a contratação e realização dos shows artistas nacionais ocasionam “grave lesão ao erário”.

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Improbidade administrativa

O TCE-AM determinou, de maneira cautelar, ao prefeito Raylan, que se abstivesse de realizar qualquer ato administrativo e potencial dispêndio referente à contratação de shows, com exceção dos artistas locais, observados os valores do mercado local, a ser submetido ao crivo da corte de contas.

“No entanto, o prefeito apesar de devidamente advertido sobre as ilegalidades que afetam o procedimento licitatório, bem como o alto valor dispendioso a ser pago aos artistas, resolveu realizar o evento em completo desafio a Corte Estadual de Contas”, explicou o Promotor de Justiça Caio Lúcio Fenelon.

Na ACP, o Ministério Público requer o bloqueio de bens do requerido em montante suficiente para ressarcimento aos cofres públicos.

Ainda segundo o MP, caso seja condenado, o gestor municipal pode sofrer a suspensão dos direitos políticos por até 12 anos e, ainda, perde o cargo público.