Vendas de veículos em julho de 2022 comparadas a julho de 2021 sobem 3,7%, diz Fenabrave

Vendas de veículos no Brasil cresceram 3,7% em julho, marcando o primeiro aumento em 12 meses, impulsionadas pela reabertura do porto de Xangai.
Redação Portal Norte

Em julho deste ano as vendas de veículos comparados ao mesmo período de 2021 subiram 3,7%, marcando o primeiro crescimento de um mês no comparativo interanual em 12 meses.

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Conforme a Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), a associação que representa as concessionárias, de junho para julho as vendas subiram 2,2%, conforme mostra balanço divulgado nesta terça-feira, 2.

No total, 182 mil unidades foram vendidas no mês passado, entre carros de passeio, utilitários leves, caminhões e ônibus.

Porém, a reabertura do porto de Xangai, cujo fechamento provocou um caos no transporte internacional de mercadorias entre abril e maio, permitiu um fluxo menos irregular no fornecimento de componentes, levando a uma maior oferta de carros nas lojas.

De acordo com o presidente da Fenabrave, José Maurício Andreta Jr, o desempenho das vendas de carros em julho um “ótimo resultado”, tendo em conta o crédito mais caro e seletivo.

“A avaliação é que, com a ampliação, desde ontem, no corte do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) – de 18,5% para 24,75% -, as vendas de carros de passeio e utilitários leves possam surpreender e fechar 2022 com alta superior a 4%, para mais de 2 milhões de unidades”, disse.

A previsão oficial da Fenabrave, revisada no mês passado, segue apontando, contudo, para estagnação – ou seja, crescimento zero – do setor no ano.

“Se a produção retornar à sua normalidade, e com mais esse estímulo do governo, talvez consigamos atingir esse patamar”, comentou o presidente da Fenabrave.

No acumulado desde o primeiro dia do ano, as vendas de veículos mostram queda de 12%, somando 1,1 milhão de veículos vendidos entre janeiro e julho.

Só no segmento de carros de passeio e utilitários leves, as vendas, um total de 169,1 mil unidades em julho, subiram 4,1% na comparação com igual período do ano passado e 2,2% frente a junho.

O resultado reduz para 12,7% a queda no acumulado de 2022.

Líder do mercado, a Fiat é a marca de 21,8% dos 1 milhão de carros e utilitários leves vendidos no País desde o começo deste ano. Na sequência, aparecem General Motors (14,1%), Volkswagen (12,1%) e Toyota (10,5%).

No mercado de caminhões, as vendas, de 11,3 mil unidades no mês passado, caíram 1,3% no comparativo interanual, mas subiram 4,3% na passagem de junho para julho. Já as vendas de ônibus repetiram o volume de igual período do ano passado (alta de 0,1%).

Em relação a junho, houve queda de 9,8% dos emplacamentos de coletivos, que chegaram a 1,6 mil unidades no mês passado.

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Motos

As vendas de motos tiveram queda de 4,4% em julho frente ao volume de igual mês do ano passado, somando 107,6 mil unidades.

Na comparação com junho, a queda foi de 11%, informou a Fenabrave.

A entidade cita a baixa oferta de produtos, na esteira das férias coletivas de meio de ano nas montadoras do polo industrial de Manaus, e restrições de crédito ao explicar o resultado do mês passado.

Segundo José Maurício Andreta Jr., a demanda segue aquecida, porém os bancos estão aprovando menos de 30% dos pedidos de financiamento para compra de motocicletas.

Nos sete primeiros meses do ano, 744,3 mil motos foram vendidas no Brasil, correspondendo a uma alta de 18,2% frente a igual período de 2021.

O desempenho é puxado pela expansão dos serviços de entrega (delivery) e pela demanda por veículos não só mais baratos do que os carros, como também mais econômicos, dado o aumento nos preços dos combustíveis, aliviado agora pelos cortes de impostos estaduais e federais.

Líder com folga desse mercado, a Honda respondeu por 76,3% de todas as motos vendidas no Brasil entre janeiro e julho. Vice-líder, a Yamaha ficou com 16,3% do mercado.

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