TVs, celulares e motocicletas são produtos com maiores valores de produção no AM em 2020, aponta IBGE

Dados da Pesquisa Industrial Anual (PIA) 2020 do IBGE apontam que os principais produtos com maior valor de produção no Amazonas em 2020 foram televisores, celulares e motocicletas.
Redação Portal Norte

Em 2020, os produtos com maiores valores de produção no Amazonas foram os televisores, celulares e motocicletas.

É o que aponta dados da Pesquisa Industrial Anual (PIA) 2020 – Empresa, divulgada nesta quinta-feira, 21, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

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O valor de produção de televisores (receptores de televisão), inclusive “Smart TVs” alcançou R$ 12.869.888, 77,1% do valor total produzido deste produto no país (R$ 16.696.686), em 2020.

O produto é o primeiro do ranking do Amazonas, por valor de produção.

Em segundo lugar no ranking está o valor de produção de telefones celulares, inclusive “smartphones” (R$ 11.990.694)

O valor representa 47,9% do total (R$ 25.012.962) produzido de aparelhos celulares no país.

E em terceiro lugar, está o valor produzido de motocicletas (inclusive os motociclos) com motor de pistão alternativo de cilindrada superior a 50 cm³ e menor ou igual a 250 cm³ (R$ 7.381.868), 99,99% do valor total produzido no país em 2020 (R$ 7.382.053).

Pesquisa Industrial Anual

Em 2020 foram pesquisados cerca de 3.400 produtos e serviços industriais nas 31,7 mil empresas com 30 ou mais pessoas ocupadas e suas 38,1 mil unidades locais industriais.

Produtos e/ou serviços industriais

O valor total de produção foi de R$ 3,6 trilhões, em 2020, no Brasil.

O valor apurado em receita líquida de vendas nas unidades locais industriais foi de R$ 3,1 trilhões, no respectivo ano.

Os 10 principais produtos e/ou serviços industriais foram responsáveis por 20,9% das vendas na indústria, participação inferior à de 2019 (21,6%).

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Dados regiões

Em termos regionais, a Região Sudeste concentrou 53,3% da receita líquida de vendas em 2020. Em seguida, neste ranking, estão as Regiões Sul 20,8%, Nordeste 10, 1%, Norte 8,4% e Centro-Oeste 7,3%.

Numa análise da evolução da participação da indústria no país, entre 2011 e 2020, quatro regiões aumentaram sua representatividade quanto à receita de vendas; apenas a Região Sudeste teve perda, passando de 60,1% para 53,3%.

A Região Norte partiu de 6,5% de participação, em 2011, para 8,4% de participação em 2020; 1,9 p.p. de variação positiva, em 10 anos.

 

Divulgação/IBGE- Imagem ilustrativa das receitas líquidas no Brasil

 

Observa-se nas Regiões Norte e Centro-Oeste, e em menor medida nas demais regiões, uma concentração nos principais produtos industriais.

Na Região Norte, que responde por 8,4% da receita líquida de vendas do país, onde historicamente predomina a extração de minerais metálicos em Carajás no Pará e a fabricação de produtos eletroeletrônicos na Zona Franca de Manaus, nos últimos anos vem crescendo a produção de carne, os três produtos com maior participação no valor das vendas foram minérios de ferro (28,9%), carnes de bovinos frescas ou refrigeradas (5,0%) e televisores (4,8%), que totalizaram 38,6% do total de vendas da região.

Divulgação/IBGE- Imagem ilustrativa dos principais produtos e serviços industriais da Região Norte.

 

Principais produtos e serviços industriais da Região Norte

Dos três principais produtos industriais da região Norte, o Amazonas apresenta um, a produção de televisores (1º), entre os seus 10 principais produtos/serviços.

O Pará, por sua vez, possui os minérios de ferro (1º) e a produção de carnes de bovinos (4º), entre seus principais produtos

Esses três produtos representam 38,7% de toda produção industrial da região. Ranking das grandes regiões, em 2020: Região Norte (38,6%) Centro-Oeste (28,6%), Sudeste (12,2%), Nordeste (10,8%) e Sul (8,2%).

Em 10 anos, o minério de ferro (28,9%) se manteve estável no ranking dos principais produtos da Região Norte; as carnes de bovinos frescas ou refrigeradas (5,0%) entrou no ranking, neste período; e os televisores (4,8%) perderam participação.

 

Divulgação/IBGE- Imagem ilustrativa da concentração produtiva do país.

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