Setor industrial do Amazonas perde 25,3% dos postos de emprego em dez anos, aponta IBGE

Dados da Pesquisa Industrial Anual (PIA) do IBGE mostram perda de mais de 33 mil postos de trabalho na indústria do Amazonas nos últimos 10 anos, apesar de uma pequena recuperação em 2020.
Redação Portal Norte

Nos últimos 10 anos, houve perda de 33.035 postos de trabalho, redução de 25,3% nos postos de emprego na indústria do Amazonas. 

É o que aponta dados da Pesquisa Industrial Anual (PIA) – Empresa, divulgada nesta quinta-feira, 21, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O Estado voltou a ganhar postos na indústria em 2020, após quedas nos anos de 2018 e 2019.

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Em 2020, o Amazonas registrou 2.581 pessoas ocupadas a mais, totalizando 97.366 ocupações no setor, variação de 2,7%.

O ano em que a indústria do Amazonas apresentou maior número de ocupados no setor foi 2013 (139.027).

Região Norte

Entre os Estados da Região Norte, o Amazonas ocupa a 2ª posição do ranking, em número de pessoas ocupadas no setor (97.366).

Em 1º lugar, está o Pará, que ultrapassou o Amazonas, de 2019 para 2020, totalizando 100.308 pessoas ocupadas na indústria.

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Indústria no AM

O número de unidades locais com cinco ou mais pessoas ocupadas, da indústria do Amazonas, voltou a crescer entre 2019 e 2020 (variação de 1,6%, totalizando 1.023 unidades), após quedas sofridas desde 2014.

No entanto, na análise dos últimos 10 anos, a indústria do Estado perdeu 158 unidades locais; queda de 13,4%.

O ano em que o Amazonas apresentou o maior número de unidades locais foi 2013 (1.269).

Receita

A atividade industrial do Amazonas gerou cerca de R$ 43,2 bilhões em valor de transformação industrial, montante este decorrente do valor bruto da produção industrial (R$ 109,09 bilhões) e dos custos das operações industriais (R$ 65,8 bilhões), em 2020.

Setor Industrial do Amazonas

Em 2020, das 1.023 unidades locais de empresas industriais, 98,6% (1.009 unidades locais) eram indústrias de transformação, enquanto 1,4% eram indústrias extrativas (14 unidades locais).

Da mesma forma, a indústria de transformação ocupava a maior parte das pessoas; 98,4% do total de 97.366 pessoas ocupadas, enquanto a indústria extrativa ocupava 1.583 pessoas (1,6%).

Na receita líquida de vendas, a indústria de transformação participou com 98,05%; enquanto a extrativa teve 1,95%. Já a proporção dos custos e despesas aumenta para a indústria extrativa, e alcança 5,83%, contra 96,17% da indústria de transformação.

Ranking por atividade industrial

No Amazonas, as cinco atividades industriais do Amazonas com maior número de unidades locais foram:

-Fabricação de produtos alimentícios (169 unidades locais, 16,52%);

-Manutenção, reparação e instalação de máquinas e equipamentos (92 unidades locais, 8,99%);

-Fabricação de produtos de borracha e de material plástico (86 unidades locais, 8,4%);

-Fabricação de equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (80 unidades locais, 7,82%);

-Fabricação de produtos de metal, exceto máquinas e equipamentos (75 unidades locais, 7,33%).

Postos de trabalho por atividade industrial

O ranking das atividades industriais com maior número de pessoas ocupadas no Amazonas também é liderado por atividades da indústria de transformação (98,37%), enquanto a indústria extrativa ocupa 1,63%.

As cinco atividades com maior número pessoas ocupadas nas unidades locais foram:

– Fabricação de equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (25.454 pessoas ocupadas, 26,1%);

-Fabricação de outros equipamentos de transporte, exceto veículos automotores (14.621 pessoas ocupadas, 15,2%);

-Fabricação de produtos de borracha e de material plástico (9.602 pessoas ocupadas, 9,86%);

-Fabricação de máquinas, aparelhos e materiais elétricos (7.161 pessoas ocupadas, 7,35%);

-Fabricação de máquinas e equipamentos (5.650 pessoas ocupadas, 5,80%).

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