Alexandre de Moraes manda defesa de Daniel Silveira se manifestar sobre indulto em 48h

Ministro do STF dá prazo de 48 horas para defesa de Daniel Silveira se pronunciar sobre indulto presidencial.
Redação Portal Norte

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes afirmou na manhã desta terça-feira, 26, que deu um prazo de 48 horas para a defesa do deputado Daniel Silveira (PTB-RJ) se pronunciar sobre o decreto de indulto presidencial concedido ao parlamentar. 

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Em sua fala, Moraes afirmou que o indulto não atinge a inelegibilidade do parlamentar. 

Na decisão, o juiz pede ainda que a defesa de Silveira junte cópia do decreto presidencial aos autos. 

Moraes disse que a cópia do decreto é necessária para ver se o indulto é válido antes do trânsito em julgado da ação e a fim de definir as consequências do perdão nos “efeitos secundários” da condenação.

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Silveira foi condenado pelo STF a cumprir pena de 8 anos e 9 meses por cometer atos antidemocráticos, além de ficar inelegível e perder o mandato.

Menos de 24 horas depois da sentença, o parlamentar recebeu graça constitucional do presidente da República, que excluiu a punibilidade.

“O Supremo Tribunal Federal, no exercício de sua competência constitucional privativa, já definiu no sentido de que ‘a concessão do indulto extingue a pena, mas não o crime, de modo que não são afastados os efeitos secundários do acórdão condenatório, dentre os quais a interdição do exercício de função ou cargo públicos”, aponta Moraes.

Ele também cita decisão do STJ e o Tribunal Superior Eleitoral. 

“Conforme pacificado pelo Tribunal Superior Eleitoral, ‘o indulto presidencial não equivale à reabilitação para afastar a inelegibilidade decorrente de condenação criminal, o qual atinge apenas os efeitos primários da condenação, a pena, sendo mantidos os efeitos secundários’”, argumenta.

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