Quem utiliza o transporte intermunicipal no Acre deve se preparar para pagar mais caro a partir do próximo sábado, 1º de fevereiro de 2026.
As tarifas das linhas terrestres que ligam os municípios do estado terão reajuste de 8,8%, conforme comunicado da TransAcreana Transportes, uma das principais operadoras do serviço.
O aumento vale para todas as rotas intermunicipais exploradas pela empresa e segue determinação da Agência Reguladora dos Serviços Públicos do Acre (Ageac).
Segundo a agência, a atualização tarifária leva em consideração o aumento dos custos operacionais, como despesas com combustível, manutenção dos veículos e encargos trabalhistas.
A elevação no preço ocorre em meio a dificuldades enfrentadas no principal corredor rodoviário do estado, a BR-364, responsável por conectar a capital, Rio Branco, ao interior, incluindo o Vale do Juruá.
A rodovia apresenta trechos com desgaste severo, buracos e problemas estruturais que impactam diretamente o transporte de passageiros.
Durante o período chuvoso, a situação da estrada se agrava, com registro de erosões e abertura de crateras em alguns pontos.
Essas condições têm provocado lentidão, interrupções temporárias no tráfego e aumento significativo no tempo das viagens, especialmente no trecho entre Rio Branco e Cruzeiro do Sul.
Com o reajuste, a passagem de ônibus entre Rio Branco e Cruzeiro do Sul passa de R$ 262,66 para R$ 285,45.
Atualmente, o percurso pode durar cerca de 20 horas, quase o dobro do tempo habitual, em razão das condições da BR-364. A rodovia é a única ligação terrestre entre as duas cidades, com circulação diária de três a quatro ônibus.
Como alternativa ao transporte regular, passageiros também recorrem aos táxis-lotação, que realizam o trajeto em aproximadamente 13 a 14 horas, ao custo médio de R$ 350.
Já o transporte aéreo reduz o tempo de viagem para cerca de 50 minutos, porém com valor bem mais elevado: nesta sexta-feira (30), uma passagem aérea entre Cruzeiro do Sul e Rio Branco ultrapassa R$ 2,5 mil.
O reajuste nas tarifas deve impactar diretamente moradores que dependem do transporte rodoviário para deslocamentos frequentes entre os municípios, especialmente em regiões onde não há alternativas viáveis de mobilidade.