A arquiteta Fernanda Silveira de Andrade, de 29 anos, foi encontrada morta em uma área de mata na zona sul da capital paulista, após permanecer desaparecida por cerca de três meses. Natural de Serra Negra (SP), ela foi vítima de feminicídio, crime confessado pelo ex-namorado, Euhanan dos Santos Barbosa, de 25 anos.
O caso gerou forte comoção e trouxe à tona um histórico prolongado de violência doméstica que antecedeu o assassinato.
Corpo foi localizado após confissão do suspeito
Fernanda estava desaparecida desde outubro de 2025. O corpo foi localizado depois que o ex-companheiro foi preso no bairro de Marsilac, no extremo sul de São Paulo. Durante a abordagem, ele confessou o crime e indicou à polícia o local onde havia escondido o cadáver.
A vítima foi encontrada em uma área de mata fechada nas proximidades da Avenida Sérgio Landulfo Furtado, na região de Parelheiros. O local foi isolado para os trabalhos periciais, e o corpo removido em seguida.
Prisão e apreensão de arma
No momento da prisão, policiais do 27º Batalhão da Polícia Militar Metropolitano apreenderam um revólver calibre .38, com numeração raspada, além de 20 munições.
Encaminhado à delegacia, Euhanan reafirmou a autoria do homicídio e da ocultação do corpo. A prisão foi mantida após audiência de custódia, e o suspeito passou a ser assistido pela Defensoria Pública.
Relação marcada por violência e ameaças
A morte de Fernanda é o desfecho de um relacionamento marcado por episódios recorrentes de agressão. Em 2024, a arquiteta procurou a Polícia Civil após ser brutalmente agredida com socos, chutes e golpes na cabeça, inclusive com o uso de um capacete.
Na ocasião, ela relatou sofrer ameaças constantes de morte e afirmou que o medo dificultava o rompimento definitivo com o agressor.
Ataque com facadas em 2023
Um dos episódios mais graves ocorreu em 2023, quando Fernanda foi esfaqueada oito vezes pelo então namorado. Ela foi socorrida, internada e sobreviveu ao ataque. Após o crime, o agressor fugiu.
Mesmo após a tentativa de homicídio, a vítima retomou o relacionamento e se mudou do interior paulista para a capital, na tentativa de recomeçar a vida.
Investigação por feminicídio
O caso foi registrado como feminicídio, além de violência doméstica, posse ilegal de arma de fogo e ocultação de cadáver. As investigações estão a cargo do 101º Distrito Policial (Jardim das Imbuias).
De acordo com a polícia, o suspeito possui antecedentes criminais e já havia sido apreendido na adolescência por tráfico de drogas.