O calendário de repasses do Bolsa Família referente a janeiro de 2026 tem início nesta segunda-feira (19), marcando o primeiro pagamento do ano para milhões de famílias brasileiras.
O programa alcança 18,77 milhões de lares em todo o território nacional, com transferências realizadas em todos os 5.570 municípios do país.
O montante aplicado pelo Governo Federal neste mês ultrapassa R$ 13,1 bilhões, com benefício médio nacional de R$ 697,77 por família.
Os depósitos seguem a ordem escalonada conforme o último dígito do Número de Identificação Social (NIS) e prosseguem até o dia 30.
Em situações excepcionais ligadas a desastres naturais, parte dos beneficiários recebe os valores de forma antecipada.

É o caso de 176 municípios afetados por eventos climáticos, onde os pagamentos ocorrem de maneira unificada logo no primeiro dia do cronograma, incluindo cidades de estados como Rio Grande do Norte, Bahia, Sergipe, Amazonas, Roraima, Paraná, entre outros.
Apoio extra a públicos prioritários
Entre os adicionais previstos na estrutura atual do programa está o Benefício Primeira Infância, destinado a crianças de até seis anos.
Neste mês, 8,4 milhões de meninos e meninas são contemplados com um acréscimo de R$ 150 por criança, o que representa um investimento específico de R$ 1,22 bilhão.
Também estão previstos complementos de R$ 50 para outros públicos atendidos pela política social. Esses valores alcançam crianças e adolescentes de sete a 18 anos, além de gestantes e mulheres em fase de amamentação, somando mais de R$ 706 milhões em recursos destinados a esses grupos.
O Bolsa Família mantém ainda atenção especial a segmentos em situação de maior vulnerabilidade social. Em janeiro, o programa atende centenas de milhares de famílias indígenas, quilombolas, catadores de materiais recicláveis, pessoas em situação de rua, resgatadas de trabalho análogo à escravidão e crianças envolvidas em trabalho infantil.
O perfil dos responsáveis familiares segue majoritariamente feminino, com mulheres representando mais de 84% dos cadastros ativos.
A maior parte dos beneficiários se declara preta ou parda, refletindo o foco do programa no enfrentamento das desigualdades sociais e raciais no país.
Outra ferramenta importante é a chamada Regra de Proteção, que garante a permanência temporária no programa para famílias que conseguem melhorar a renda por meio de emprego formal.
Em janeiro, mais de 2,4 milhões de famílias permanecem recebendo metade do valor do benefício mesmo após a elevação da renda.
Na divisão regional, o Nordeste concentra o maior número de beneficiários e o maior volume de recursos, seguido pelas regiões Sudeste, Norte, Sul e Centro-Oeste.

No recorte por estados, a Bahia lidera em quantidade de famílias atendidas, enquanto Roraima apresenta o maior valor médio de repasse individual no país neste início de ano.