Durante a cerimônia que marcou os 90 anos do salário mínimo, na última sexta-feira (16), o presidente Lula (PT) afirmou que “pobre não precisa estudar”.
A declaração motivou reação do pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que criticou a fala e defendeu a educação como instrumento de ascensão social.
Durante o discurso no evento, Lula disse: “pobre não precisa estudar. Cês nasceram só pra trabalhar. Será que a gente não percebe isso? Pobre não nasceu pra estudar. Pobre nasceu pra trabalhar. Estudar é filho de rico.”
Após a repercussão, Flávio Bolsonaro divulgou um vídeo para rebater a declaração do presidente. Na gravação, o senador afirmou que a população de baixa renda busca dignidade, oportunidades e acesso à educação.
“O pobre vai fazer o que ele quiser. O pobre quer prosperar”, declarou.
Em outro trecho do vídeo, Flávio atacou diretamente o presidente. “Lula, você não tá mais batendo bem da cabeça, não”, afirmou.
Flávio também fez acusações envolvendo familiares de Lula. “O seu filho é suspeito de receber 300 mil reais por mês de propina do careca do INSS, dinheiro desviado dos nossos aposentados”, disse.
Na sequência, o pré-candidato defendeu que o poder público acompanhe a formação das crianças desde a primeira infância até a entrada no mercado de trabalho.
“Tem que pegar na mão da criança lá na creche, passando pelo ensino fundamental, e só soltar a mão dela quando ela tiver um emprego, quando tiver uma profissão, quando conseguir abrir a própria empresa”, afirmou.
Ainda na gravação, Flávio disse que Lula “empobreceu o Brasil” e relembrou uma declaração antiga do presidente segundo a qual pessoas mais escolarizadas deixariam de votar no PT. “O Brasil precisa olhar pra frente. O Brasil precisa de uma educação de qualidade”, concluiu.