Após receber alta hospitalar, o jovem Roberto Farias Tomaz, de 19 anos, falou publicamente sobre o período em que ficou desaparecido no Pico Paraná, na Região Metropolitana de Curitiba.
Em entrevista a uma emissora local, ele afirmou que pretende manter apenas o contato essencial com Thayane Smith, de 19 anos, natural do Amazonas, que o acompanhava durante a trilha.
“Vou trocar o mínimo de ideia”, afirma jovem
Questionado sobre a relação com a jovem amazonense após o episódio, Roberto foi direto ao comentar que pretende se afastar. “Vou trocar o mínimo de ideia”, declarou, sem entrar em detalhes sobre possíveis conflitos ou responsabilidades.
O jovem foi encontrado com vida na manhã de segunda-feira (5), após passar cinco dias desaparecido em uma área de mata fechada. Ele foi encaminhado a uma unidade hospitalar, onde recebeu atendimento médico devido à desidratação e hematomas, e teve alta pouco depois.
As buscas envolveram o Corpo de Bombeiros, além de amigos, familiares e montanhistas voluntários, que atuaram de forma contínua na região.
Mensagem de agradecimento nas redes sociais
Na terça-feira (6), Roberto utilizou as redes sociais para agradecer o apoio recebido durante o período de desaparecimento. Ele destacou as mensagens, orações e a mobilização coletiva em torno do seu resgate.
“Nosso desejo é que ninguém mais passe por uma angústia como essa e que a montanha continue sendo um espaço de vida, união e cuidado mútuo”, escreveu.
De acordo com informações apuradas, Roberto e Thayane se encontraram no dia 31 de dezembro, em um terminal de ônibus de Curitiba. Eles se conheciam há pouco tempo e decidiram passar o réveillon no Parque Estadual Pico Paraná, com o objetivo de assistir ao primeiro nascer do sol de 2026 no ponto mais alto do Sul do Brasil.
Trilha noturna antecedeu o desaparecimento
O grupo montou acampamento em um ponto conhecido como A1. Ainda durante a madrugada, por volta das 3h, parte do grupo iniciou a subida até o cume, sem mochilas ou equipamentos pesados.
Durante a descida, Roberto teria passado mal e não conseguiu acompanhar o ritmo dos demais. Mesmo após alertas para não deixá-lo sozinho, ele acabou ficando para trás. Outras pessoas tentaram refazer o caminho para localizá-lo, mas sem sucesso naquele momento.
O caso segue repercutindo e levanta discussões sobre segurança em trilhas, preparo físico e responsabilidade em atividades de montanhismo.