O vereador Carlos Bolsonaro (PL-RJ) afirmou nesta terça-feira (6) que encontrou o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), com sinais visíveis de ferimentos durante uma visita à Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, onde ele permanece custodiado.
Segundo Carlos, o ex-chefe do Executivo apresentava hematoma no rosto e sangramento nos pés, além de aparentar desorientação no momento do encontro.
Filho diz que Bolsonaro estava atordoado
De acordo com o relato publicado nas redes sociais, a visita estava prevista para ocorrer após a entrada da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, mas acabou sendo atrasada. O motivo, segundo Carlos, foi a realização de uma avaliação médica após uma queda sofrida por Bolsonaro dentro da unidade.
Ao conseguir vê-lo, Carlos afirmou que tentou entender o que havia acontecido, mas o pai teria evitado o assunto e demonstrado estar “nitidamente atordoado”.
Queda dentro da cela motivou atendimento médico
A Polícia Federal confirmou que Jair Bolsonaro sofreu uma queda em sua cela, batendo a cabeça em um móvel. Conforme nota divulgada pela instituição, os ferimentos foram classificados como leves, mas qualquer eventual encaminhamento hospitalar depende de autorização do Supremo Tribunal Federal (STF).
A PF informou ainda que o acompanhamento médico foi realizado no local após o ocorrido.
Em declaração pública, Michelle Bolsonaro afirmou que o ex-presidente sofreu um traumatismo leve em decorrência da queda e que não estava bem no momento do atendimento inicial. Ela também relatou que não soube informar com precisão o horário nem as circunstâncias do acidente.
Advogados avaliam pedido ao STF
Carlos Bolsonaro disse que, após as avaliações médicas, a família foi informada de que a ida ao hospital só poderá ocorrer caso os advogados do ex-presidente entrem com um pedido formal ao STF.
Segundo ele, o atraso na definição da situação tem causado apreensão entre familiares. “Todos estamos abalados”, afirmou ao comentar o estado de saúde do pai.
O estado de saúde de Jair Bolsonaro segue sendo monitorado, enquanto a defesa avalia os próximos passos jurídicos para garantir atendimento médico fora da unidade da Polícia Federal, caso seja considerado necessário.