O advogado do ex-assessor de Assuntos Internacionais do governo de Jair Bolsonaro, Filipe Martins, Jeffrey Chiquini, afirmou, em vídeo divulgado nesta terça-feira (6) que a defesa voltou a pedir a liberdade imediata do ex-assessor presidencial, alegando possuir provas documentais de que ele não acessou o LinkedIn, motivo apontado para a nova prisão.
Segundo Chiquini, a defesa obteve um relatório oficial da própria plataforma que comprovaria que o último acesso à conta de Filipe Martins ocorreu em setembro de 2024. “Aqui está a prova. Filipe Martins foi preso injustamente e novamente de forma ilegal”, declarou o advogado.
De acordo com ele, o perfil de Filipe Martins foi criado em 2014 e não registrou acessos atribuídos ao ex-assessor após sua soltura em agosto de 2024.
O advogado sustenta que o acesso registrado em setembro daquele ano teria sido feito por integrantes da equipe jurídica que atuam nos Estados Unidos, já que o IP identificado no relatório seria norte-americano.
“O acesso que aparece em 2026 fui eu quem fiz, no dia 4 de janeiro, apenas para obter o histórico de acessos”, explicou. Para Chiquini, o documento confirma que nem Filipe Martins nem a defesa acessaram a rede social, contrariando a denúncia que embasou a prisão.
O advogado também argumentou que, mesmo que houvesse acesso, não existiria violação das medidas cautelares impostas pelo ministro Alexandre de Moraes.
Segundo ele, a decisão judicial previa apenas a proibição de postagens em redes sociais, com multa diária de R$ 20 mil em caso de descumprimento, e não a prisão. “A proibição não era nem de acesso. A sanção não era prisão, era multa”, afirmou.
Chiquini classificou a prisão como “abuso de autoridade” e criticou a atuação do ministro Alexandre de Moraes, alegando que a decisão teria sido tomada sem ouvir a Polícia Federal ou o Ministério Público.
“O juiz não pode decidir de ofício. O ministro sequer mandou oficiar o LinkedIn para averiguar a veracidade das informações”, disse.
Na declaração, o advogado afirmou ainda que Filipe Martins é alvo de perseguição política. “Ele foi preso por uma viagem que não fez, condenado por reuniões que não participou, por uma minuta que não existe e agora passou o Ano Novo preso por um acesso ao LinkedIn que não existiu”, afirmou.
Por fim, disse que as provas já foram protocoladas no processo e reforçou o pedido de soltura imediata. “Provei de novo que Filipe Martins é inocente. O Brasil está vendo que ele é um perseguido político e está preso injustamente”, concluiu.