O general do Exército Roberto Angrizani, responsável pelo efetivo na fiscalização da fronteira do Brasil com Venezuela e com a Guiana, afirmou nesta segunda-feira (5), que não há indicadores de que o fluxo de migrantes venezuelanos vai aumentar nos próximos dias.
O pronunciamento aconteceu em Pacaraima (cidade distante 215 quilômetros de Boa Vista), durante coletiva de imprensa, na divisa do país com a nação venezuelana.
Ao ser questionado sobre os impactos do fluxo migratório na fronteira do Brasil com a Venezuela, após o ataque à capital da Venezuela, Caracas, e à tomada do poder do país pelo governo dos Estados Unidos, o general afirmou que a entrada de venezuelanos está controlada na fronteira com o Brasil.
“Não há indicadores de que esse fluxo vai aumentar”, disse.
Trabalho de fiscalização na fronteira
De acordo com o general, há 129 militares realizando o trabalho de fiscalização na fronteira com o Brasil e que não há necessidade de reforço, mesmo após as tensões no país vizinho.
“O fluxo de migrantes saindo da Venezuela se mantém estável e tem diminuído nos últimos dias, mesmo com os últimos acontecimentos no dia 3 de janeiro no território venezuelano. No momento não houve a necessidade de reforço”, disse o general.
Atualmente, segundo ele, há 3.500 militares realizando operações no Estado de Roraima, no sentido de proteger as fronteiras do Brasil.
Ele afirmou, ainda, que desde 2018 houve a Operação Controle para ordenar o fluxo migratório e acrescentou que não há planos das Forças Armadas Brasileiras caso haja intensificação de conflito armado entre a Venezuela e os Estados Unidos.