O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste sábado (3) que o governo norte-americano passará a “administrar” a Venezuela de forma interina após uma ampla operação militar realizada em Caracas. Em pronunciamento oficial, Trump anunciou a captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro e de sua esposa, além da entrada de empresas petrolíferas norte-americanas no setor energético do país sul-americano.
Segundo Trump, após meses de especulações e operações marítimas nas proximidades da costa venezuelana, forças armadas dos Estados Unidos lançaram um ataque coordenado contra diversos pontos estratégicos da capital Caracas. A ação resultou na prisão de Maduro e de sua esposa, que, de acordo com o presidente norte-americano, foram levados para Nova York a bordo de um navio de guerra da Marinha dos EUA.
Durante o discurso, Trump declarou que a indústria petrolífera da Venezuela será administrada com participação direta de petroleiras norte-americanas. Ele afirmou que o setor teria sido “roubado” pelo regime socialista venezuelano. “Nós construímos a indústria petrolífera da Venezuela com talento, empenho e habilidade americanos, e o regime socialista a roubou de nós”, declarou.
O presidente dos EUA classificou a ofensiva como a maior operação militar norte-americana desde a Segunda Guerra Mundial. Segundo ele, a ação envolveu poderio aéreo, terrestre e marítimo, com o objetivo de capturar a liderança do governo venezuelano. Trump afirmou ainda que assistiu à prisão de Maduro em tempo real, por meio de transmissões feitas pelos agentes envolvidos. “Foi como assistir a um programa televisivo”, disse.
Em entrevista à emissora Fox News, Trump afirmou que os Estados Unidos ainda estão decidindo sobre o futuro político da Venezuela, mas garantiu que o país passará a estar “fortemente envolvido” na indústria do petróleo venezuelano. Ele acrescentou que a China continuará recebendo petróleo do país.
O presidente norte-americano revelou que a operação estava prevista para ocorrer quatro dias antes, mas foi adiada devido a condições climáticas adversas. Segundo Trump, ele chegou a conversar com Maduro cerca de uma semana antes do ataque, quando o líder venezuelano teria tentado negociar uma saída pacífica do poder.
A ofensiva ocorreu com o apoio da frota norte-americana posicionada no Caribe desde o fim de 2025, incluindo o navio de assalto anfíbio Iwo Jima, da classe Wasp, equipado para operações aéreas e desembarque de tropas. Até o momento, o governo dos Estados Unidos não informou oficialmente o destino final de Maduro.
Na Venezuela, a vice-presidente Delcy Rodríguez afirmou não saber o paradeiro de Maduro e exigiu uma prova de vida do governo norte-americano. Durante a madrugada, ao menos sete explosões foram registradas em Caracas, segundo a Associated Press. Moradores relataram tremores, sobrevoo de aeronaves em baixa altitude, correria nas ruas e falta de energia elétrica em partes da capital, especialmente nas proximidades da base aérea de La Carlota.