A mobilidade urbana de Rio Branco deve passar por uma mudança significativa com a conclusão do viaduto da Avenida Ceará.
Uma das principais novidades do projeto é a implantação de uma faixa exclusiva para o transporte coletivo, iniciativa que busca tornar o deslocamento de ônibus mais rápido e eficiente na capital.
O anúncio foi feito pelo secretário de Estado de Obras Públicas (SEOP/AC), Ítalo Lopes, durante participação no programa Povo na TV, nesta segunda-feira (29).
Segundo ele, a medida vai beneficiar diretamente os usuários do transporte coletivo, especialmente aqueles que utilizam o Terminal Urbano e enfrentam constantes interrupções no trajeto.

“Para mim, o principal objetivo dessa obra e mais relevante é o viaduto, que terá uma faixa exclusiva muito importante para quem tem hábito de pegar ônibus no Terminal Urbano, onde existem diversas interrupções e isso deixará de existir”, destacou o secretário.
Ele acrescentou que, em parceria com a RBTrans, foram feitas estimativas que apontam ganhos significativos no tempo de deslocamento. “Em algumas rotas, o tempo de espera no percurso deve diminuir em até 15 minutos”, afirmou.
Apesar de o viaduto ser o elemento mais visível da intervenção, Ítalo Lopes explicou que o projeto vai além disso.
A obra recebe o nome de Complexo Viário da Avenida Ceará justamente por englobar outras melhorias estruturais, como o alargamento da via, que deve aumentar a fluidez do tráfego e melhorar a integração entre diferentes pontos da cidade.
O secretário também atualizou o cronograma da obra. De acordo com ele, neste fim de semana foi realizada uma etapa importante de concretagem e a previsão é que, até o final de janeiro, tenha início o processo de desforma do viaduto. “Acreditamos que em março vamos conseguir liberar o tráfego sobre o viaduto”, disse.
A liberação, no entanto, ocorrerá de forma gradual. Inicialmente, nem todas as alças estarão disponíveis, mas já será possível transferir parte do fluxo de veículos para o novo eixo viário.
A expectativa é aliviar o trânsito em vias que vêm sofrendo sobrecarga durante o período de obras, como as avenidas Marechal Deodoro e Floriano Peixoto.
“Vamos gradativamente devolver esse fluxo, justamente pela importância que essa obra tem para a cidade”, concluiu Ítalo Lopes.