O presidente do Instituto Voto Legal (IVL), Carlos Rocha, permanece foragido após ter a prisão preventiva decretada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), no sábado (27).
A decisão foi tomada de ofício, isto é, sem pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) ou da Polícia Federal (PF), com o objetivo de evitar novas fugas de condenados.
No sábado, como medida preventiva, foram expedidos dez mandados de prisão. Desses, apenas Carlos Rocha continua foragido. Além da prisão domiciliar, a Justiça impôs medidas cautelares aos investigados, como a proibição de uso de redes sociais e de contato com outros envolvidos.
Carlos Rocha foi condenado a sete anos e seis meses de prisão por participação na tentativa de golpe. Segundo a sentença, sua atuação ocorreu na produção e divulgação de um relatório falso sobre supostas falhas nas urnas eletrônicas, com o objetivo de justificar a contestação do resultado das eleições.
Ele foi condenado por dois dos cinco crimes denunciados pela PGR:
- Organização criminosa armada;
- Tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito.