Presidente do SINPOL nega assédio e agressão após denúncia de servidora em Manaus

Redação Portal Norte

O presidente do Sindicato dos Policiais Civis do Amazonas (SINPOL-AM), Jaime Lopes, negou as acusações de assédio moral, ameaças e tentativa de agressão feitas por uma servidora da entidade sindical. O dirigente se pronunciou após a denúncia vir a público durante o programa “Povo na TV”, da TV Norte, e ser formalizada na Delegacia Especializada em Crimes Contra a Mulher (DECCM).

Segundo Jaime Lopes, não houve qualquer tipo de agressão física ou intimidação, apenas uma discussão verbal relacionada a questões administrativas internas.

Dirigente afirma que não houve agressão física

Em sua defesa, o presidente do SINPOL afirmou que, em nenhum momento, tocou ou ameaçou a servidora. Ele reconheceu que houve exaltação durante a conversa, mas sustentou que a situação foi provocada por uma conduta considerada irregular por parte da funcionária.

De acordo com o dirigente, o episódio ocorreu após questionamentos sobre documentos que, segundo ele, não pertenciam ao setor da servidora. Jaime Lopes afirmou possuir provas testemunhais e documentais para sustentar sua versão dos fatos.

“É porque existem testemunhas imparciais que conseguem comprovar que, efetivamente, houve gritos, sim, houve exaltação, em momento algum eu toquei, em momento algum eu ofendi. Todos os presentes podem testar isso daí, de todas as formas. O que houve, sim, foi uma postura agressiva por baixo dela, onde ela deu um tapa no meu copo, ele caiu e foi danificado”, acrescentou.

Presidente fala em “narrativa distorcida”

Ainda durante o pronunciamento, Jaime Lopes declarou que as acusações fazem parte de uma narrativa construída para descredenciá-lo. Ele também contestou o relato de uma das testemunhas, afirmando que ela se apresentou de forma equivocada como advogada.

Segundo o presidente do sindicato, existem pessoas imparciais que presenciaram a situação e podem confirmar que não houve agressão, apenas uma discussão verbal com ânimos exaltados.

Testemunhas divergem sobre o episódio

Apesar da negativa do dirigente, a servidora Drucila sustenta que foi alvo de ameaças, gritos e comportamento intimidatório, afirmando que se sentiu em risco físico e emocional. Uma testemunha confirmou ter presenciado o momento de tensão e disse ter intervido para evitar uma possível agressão.

As versões conflitantes agora serão analisadas pelas autoridades.

Histórico do dirigente volta ao debate público

O episódio reacendeu discussões sobre o histórico de Jaime Lopes, que já esteve envolvido em ocorrências anteriores relacionadas a violência doméstica. O dirigente, no entanto, segue no cargo por força de decisão judicial que determinou seu retorno à presidência do sindicato até 2026.