O ministro do Turismo, Celso Sabino, foi oficialmente expulso do União Brasil nesta segunda-feira (8/12). A decisão, anunciada pela Comissão Executiva Nacional da legenda, inclui também o cancelamento de sua filiação partidária.
Segundo o partido, Sabino contrariou uma determinação interna ao permanecer no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), mesmo após a sigla romper com o Planalto.
Em setembro, o União Brasil anunciou o rompimento com o governo federal e determinou que todos os seus filiados que ocupassem cargos no Executivo deixassem as funções em até 30 dias. Quem permanecesse seria enquadrado por infidelidade partidária.
Apesar da ordem, Celso Sabino continuou no comando do Ministério do Turismo. O comportamento motivou uma representação interna que levou ao processo disciplinar na legenda.
“O ministro permaneceu no governo federal, em atitude contrária à determinação do partido”, diz a nota oficial do União.
União Brasil já havia aprovado expulsão em novembro
A Executiva Nacional confirmou a decisão tomada pelo Conselho de Ética do partido, que aprovou por unanimidade a desfiliação de Sabino em 25 de novembro.
Desde outubro, o ministro estava afastado internamente da sigla e respondia ao processo que agora resulta em sua expulsão definitiva.
Durante o impasse, Celso Sabino afirmou ter entregue uma carta de demissão ao presidente Lula.
Segundo o ministro, o chefe do Executivo pediu que ele permanecesse no cargo, especialmente devido às preparações da COP30, que será realizada em Belém (PA), cidade que Sabino representa politicamente.
Mesmo diante do apelo, a permanência resultou em sua saída compulsória do União Brasil.
Diretório do Pará passa por intervenção
Além da expulsão de Sabino, a Executiva Nacional também decidiu intervir no Diretório Estadual do Pará, que passa a ser comandado por uma comissão interventora. A medida atende a outra representação analisada durante a reunião desta segunda-feira.
Celso Sabino é deputado federal licenciado, em seu segundo mandato, e assumiu o Ministério do Turismo em julho de 2023.
De acordo com entendimento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a desfiliação do União Brasil não deve afetar seu mandato parlamentar, permitindo que ele se filie a outro partido.
O ministro é cotado para disputar uma vaga no Senado nas eleições do próximo ano.