O presidente da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Flávio Dino, marcou para os dias 24 e 25 de fevereiro o julgamento dos réus envolvidos no assassinato da vereadora Marielle Franco.
São eles:
- Domingos Brazão, conselheiro do Tribunal de Contas do Rio de Janeiro (TCE-RJ);
- Chiquinho Brazão, ex-deputado federal;
- Rivaldo Barbosa, ex-chefe da Polícia Civil do Rio;
- Major Ronald Alves de Paula, da Polícia Militar;
- Robson Calixto, ex-policial militar e assessor de Domingos Brazão.
Todos eles estão presos preventivamente.
A marcação de data acontece após pedido do ministro Alexandre de Moraes.
Denúncia
As acusações têm como base, entre outros elementos, a delação premiada de Ronnie Lessa, policial reformado que admitiu ter realizado os disparos que mataram Marielle e Anderson.
De acordo com Lessa, os irmãos Brazão e Rivaldo Barbosa seriam os mandantes do crime.
Segundo a Polícia Federal, o assassinato teria ligação com o posicionamento político de Marielle, que se opunha a interesses associados ao grupo político dos Brazão.
Eles são relacionados a disputas fundiárias em áreas controladas por milícias no Rio de Janeiro. Durante as investigações, todos os acusados negaram envolvimento no crime.