O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) deu início na última segunda-feira (1º) ao Teste Público de Segurança dos Sistemas Eleitorais, etapa anual que verifica a integridade, transparência e confiabilidade das urnas eletrônicas e dos demais sistemas que serão utilizados nas eleições de 2026.
Ao longo da semana, serão realizadas 38 avaliações conduzidas por especialistas, entidades fiscalizadoras e membros da sociedade civil.
A presidente do TSE, ministra Cármen Lúcia, abriu oficialmente os trabalhos destacando que esta é a oitava edição do teste, que tem como objetivo identificar e corrigir possíveis vulnerabilidades com antecedência.
“Estes testes têm o objetivo de convidar a sociedade, aceitar aqui aqueles da sociedade que queiram investigar, examinar, verificar se há alguma vulnerabilidade que ainda possa ser e tenha que ser corrigida antes das eleições, daqui a dez meses, basicamente, como teremos no Brasil”, afirmou.

Segundo a ministra, o compromisso da iniciativa é reforçar os princípios de transparência, integridade, segurança e confiabilidade que norteiam o sistema eleitoral brasileiro.
Ela destacou ainda que o processo vai muito além das urnas físicas: todos os sistemas envolvidos no funcionamento da eleição passam por auditoria e análise técnica.
“Na verdade, não são as urnas só que são verificadas, são todos os testes que integram o sistema eleitoral posto na urna para que o eleitor ou a eleitora saiba que o que foi posto por ele na urna será apurado, o que for apurado será totalizado, o que for totalizado será proclamado como resultado para garantia da absoluta confiabilidade do sistema eleitoral no Brasil, que é hoje matriz para o mundo”, explicou.
As avaliações seguem até sexta-feira (5) e incluem a verificação de programas, barreiras de segurança, mecanismos de criptografia e toda a cadeia de funcionamento do processo eletrônico de votação. O primeiro turno das eleições de 2026 está previsto para outubro do próximo ano.