Dias depois de gerar repercussão negativa ao dizer que ficou “contente” por deixar Belém após a COP30, o chanceler alemão Friedrich Merz voltou ao centro das atenções internacionais.
Durante visita a uma padaria em Hamburgo, ele afirmou que não conseguiu encontrar “um pão decente” durante sua estadia em Luanda, capital de Angola, onde participou de encontro entre líderes da União Europeia e União Africana.
Comentário sobre Angola surge após crise com Brasil
A fala ocorre no momento em que Merz ainda enfrenta críticas pela declaração depreciativa envolvendo Belém. Na ocasião, o chanceler disse que sua comitiva estava aliviada por retornar à Alemanha — um comentário que irritou autoridades paraenses e provocou resposta de figuras políticas brasileiras, incluindo o presidente Lula.
Reações no Brasil e na Alemanha
As falas de Merz foram classificadas como “arrogantes” e “preconceituosas” pelo prefeito de Belém, Igor Normando, e geraram resposta dura do governador do Pará, Helder Barbalho. Lula também rebateu, afirmando que o líder alemão deveria ter experimentado a cultura e culinária paraense antes de emitir juízo sobre a cidade.
Na Alemanha, a oposição criticou o chanceler por criar constrangimentos diplomáticos. Já o governo alemão afirmou que Merz não pretende pedir desculpas e que suas falas teriam sido “mal interpretadas”, atribuídas ao cansaço da comitiva após a agenda na COP30.
Chanceler tenta amenizar desgaste diplomático
Apesar das explicações oficiais, Merz sinalizou que pretende conhecer melhor Belém em uma próxima visita. Em publicação nas redes sociais, disse que deseja explorar a cultura local, da dança à gastronomia, e reforçar a parceria entre Alemanha e Brasil.
Impacto nas relações Brasil–Alemanha
Especialistas apontam que, embora as declarações não afetem diretamente acordos formais, o episódio cria ruído político em um momento de negociações ambientais importantes. A participação alemã no financiamento climático e no apoio a projetos na Amazônia é vista como estratégica pelo governo brasileiro.