Moradores de diversos bairros e comunidades rurais de Rio Branco, capital do Acre, têm registrado reclamações diárias sobre a falta de água, problema que se agrava durante o período de estiagem e agora com a cheia repentino do principal afluente do município.
Diante da demanda crescente, a Prefeitura de Rio Branco publicou nesta segunda-feira (24), no Diário Oficial do Estado (DOE/AC), um novo extrato de contrato destinado à aquisição de água potável para atender regiões sem abastecimento regular.
De acordo com o documento firmado entre a Secretaria Municipal de Agropecuária (SEAGRO) e a empresa Aguapure Ltda, a ação prevê o fornecimento de água potável transportada em caminhões-pipa para comunidades rurais e periurbanas do chamado Cinturão Verde de Rio Branco.
A contratação tem como objetivo suprir famílias que não dispõem de rede de abastecimento de água potável durante a seca, situação que tem sido alvo frequente de queixas de moradores da área rural e de bairros periféricos.
O contrato contempla dois lotes de fornecimento:
- 10.000 unidades de água potável — valor mensal: R$ 1.200.000,00
- 6.666 unidades de água potável — valor mensal: R$ 799.920,00
O valor global anual é de R$ 1.999.920,00, custeado por recursos próprios do município (Fonte 2500 – Recursos Não Vinculados de Impostos).
A água deverá obedecer aos critérios da Portaria do Ministério da Saúde, que regulamenta padrões de potabilidade, e será verificada no ato da entrega conforme procedimentos da ANVISA.
Segundo o extrato, a entrega será realizada de acordo com ordens expedidas pela diretoria de gestão da SEAGRO, que coordena a distribuição conforme a demanda das comunidades. O contrato vigora até o final do exercício financeiro de 2025.
O documento foi assinado em 21 de novembro de 2025 pelo secretário municipal de Agropecuária, Eracides Caetano de Souza, e pelo representante da Aguapure Ltda, Pedro Maycon Farias da Costa.
População cobra solução definitiva
Apesar da contratação, moradores afirmam que o envio de caminhões-pipa não tem sido suficiente para atender todas as regiões afetadas.
Em alguns pontos da zona rural, famílias relatam passar dias sem água, dependendo de vizinhos ou de fontes improvisadas.
A prefeitura reforça que o abastecimento via caminhão-pipa é uma medida emergencial para o período.
Nos últimos dias, a gestão afirmou que a turbidez da água do Rio Acre, somada à presença de balseiros, que tem aumentado significativamente recentemente, vem prejudicando tanto o processo de captação quanto o tratamento do serviço.