Com o PL Antifacção aprovado na Câmara dos Deputados por 370 a 110 votos, muitas manifestações contrárias ocorreram. O presidente Lula (PT), por exemplo, falou sobre a versão do texto aprovado.
Lula declarou que o país precisa de “leis firmes e seguras” para combater facções e que as mudanças feitas pelo relator Guilherme Derrite (PP-SP) “fragilizam o combate ao crime e beneficiam quem tenta burlar a lei”.
Nesta quinta-feira (20), o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), defendeu o feito pela Casa. “A Câmara escolheu o caminho certo. Estamos do lado da população, que não aguenta mais viver na insegurança”, disse.
Motta ainda afirmou que “quem sofre na mão do crime organizado sabe que é urgente combatê-lo com medidas firmes e resistência de pena.”
Quem sofre na mão do crime organizado sabe que é urgente combatê-lo com medidas firmes e endurecimento de pena.
— Hugo Motta (@HugoMottaPB) November 20, 2025
A Câmara escolheu o caminho certo. Estamos do lado da população, que não aguenta mais viver na insegurança.
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Proposta no Senado
Agora, o projeto vai ao Senado com relatoria do senador Alessandro Vieira (MDB-SE). Ele aponta que “essa pauta é dos brasileiros e não pode ficar prejudicada por disputas eleitorais.”
O parlamentar também é relator da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado, que tem por objetivo investigar a forma de operação (modus operandi) das organizações criminosas, as condições de instalação e como se desenvolvem em cada região do Brasil.
Vieira alerta que “não é uma pauta eleitoreira, é uma urgência nacional.”