O Acre alcançou uma posição de destaque no cenário nacional ao aparecer em 8º lugar no indicador de empresas de alto crescimento do Ranking de Competitividade dos Estados, publicado nesta quarta-feira (19) pelo Centro de Liderança Pública (CLP).
Segundo o levantamento, 2,1% das empresas acreanas se enquadram nessa categoria, formada por negócios com pelo menos dez empregados que conseguem ampliar seu quadro de funcionários em, no mínimo, 20% ao ano durante três anos consecutivos.
O desempenho coloca o estado entre os dez melhores do país, revelando que, mesmo diante de limitações estruturais, há um ambiente propício ao crescimento acelerado, à geração de empregos e ao fortalecimento de empresas com maior potencial de inovação.
Região Norte em peso no ranking
A participação do Acre também reflete o bom momento vivido pelos estados do Norte, que dominam as primeiras posições do ranking.
Roraima lidera com 2,7%, seguido por Rondônia, com 2,5%, e Mato Grosso, com 2,3%, enquanto Amazonas e Pará empatam na sequência com 2,3% e 2,2%, respectivamente. O Acre aparece logo depois, consolidando a força regional no desenvolvimento de negócios dinâmicos.
Mesmo o Amapá, que surge mais abaixo na lista, em 17º lugar, contribui para mostrar que a região tem avançado na criação de ambientes favoráveis à expansão empresarial.
Estar em 8º lugar significa que o Acre reúne condições favoráveis para que empresas cresçam de forma acelerada e sustentável.
O dado revela um ecossistema empreendedor em evolução, impulsionado por políticas de incentivo, ações de inovação e um movimento crescente de formalização e profissionalização dos negócios locais.
Também evidencia que o estado supera, nesse aspecto, diversos entes federativos maiores e com economias mais consolidadas, mostrando capacidade de competir em nível nacional.
Apesar dos desafios ainda existentes, como limitações logísticas, dificuldades de acesso ao crédito e a necessidade de ampliar a qualificação profissional, o desempenho demonstra que o Acre está construindo um ambiente empresarial mais robusto.
O resultado reforça que o estado tem potencial real para formar empresas competitivas, inovadoras e capazes de contribuir de maneira significativa para seu desenvolvimento econômico.