Apenas duas cidades do Acre entram em ranking de baixas emissões de gases de efeito estufa; veja

Redação Portal Norte

O Acre aparece de forma discreta no novo ranking das cidades com menor intensidade de emissões de gases de efeito estufa (GEE) da região Norte.

Apenas dois municípios integram a lista das 36 cidades nortistas avaliadas no estudo divulgado pelo Centro de Liderança Pública (CLP) na última segunda-feira (17).

O levantamento analisa a relação entre as emissões líquidas de gases poluentes e a geração de riqueza local, oferecendo um retrato da eficiência climática dos municípios brasileiros.

Entre as cidades do Acre avaliadas, Rio Branco apresenta o melhor desempenho. A capital aparece na 29ª posição no Norte e na 404ª no ranking nacional, com 0,67 toneladas de CO₂ equivalente por mil reais.

Cruzeiro do Sul figura logo depois, ocupando a 31ª colocação na região e o 410º lugar no Brasil, registrando 1,33 ton/mil reais.

Apesar de não liderarem o ranking, os resultados mostram que as duas cidades ainda conseguem manter indicadores relativamente baixos de emissão em comparação a outros municípios da região Amazônica, onde o desmatamento e a expansão agropecuária impactam diretamente os níveis de gases de efeito estufa.

No topo da lista das menores intensidades de emissão aparece Breves (PA), que ocupa o primeiro lugar entre todos os municípios brasileiros analisados. Em seguida vêm Caieiras (SP) e Ceará-Mirim (RN), que completam o pódio nacional.

Como funciona o indicador

O levantamento utiliza como parâmetro a razão entre as emissões líquidas de gases de efeito estufa, já levando em conta remoções feitas pelo próprio município, como áreas de cobertura florestal, e cada mil reais gerados na economia local.

Quanto menor o resultado, maior a capacidade da cidade de produzir riqueza com menor impacto ambiental.

Essa métrica é expressa em toneladas de CO₂ equivalente por mil reais (ton/mil R$), e adota o GWP (Global Warming Potential), que mensura o potencial de aquecimento global dos gases.

O método difere do GTP (Global Temperature Change Potential), o que pode alterar comparações entre estudos distintos.

A íntegra dos valores e a metodologia completa estão disponíveis no site do EEG Municípios.