O tradicional Duelo na Fronteira, realizado em Guajará-Mirim, ultrapassa os limites da arena e vai muito além da disputa entre bois-bumbás. O evento é um verdadeiro motor de geração de emprego e renda, fortalecendo a economia local e transformando o talento de artistas e artesãos em sustento para muitas famílias.
Durante semanas de preparação, o som dos tambores e o colorido das alegorias tomam conta da cidade. No Boi-Bumbá Flor do Campo, o trabalho começou há mais de quarenta dias. Profissionais se dividem entre a costura, a pintura e a montagem das alegorias. A coordenadora do grupo, Rosilene Borges, explica que todos os colaboradores são contratados e remunerados, contribuindo diretamente para o fortalecimento econômico do município.
Para o empresário Risaldo Rabelo, o Duelo na Fronteira é um dos eventos mais importantes para o comércio local, atraindo turistas e movimentando diversos setores.
O artesão Marco Antônio, que participa pelo segundo ano consecutivo, destaca que o boi é uma oportunidade de crescimento e valorização da arte regional. Do Amazonas para Rondônia, o artista plástico Kennedy Furter, com mais de 25 anos de experiência, integra a equipe de criação do Flor do Campo e ressalta o talento dos profissionais locais.
Do outro lado da disputa, o Boi-Bumbá Malhadinho também valoriza o trabalho artesanal e o envolvimento comunitário. Profissionais de diferentes áreas unem-se para dar vida ao espetáculo, que mistura emoção, cultura e história.
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