Mais de uma década após o crime que chocou a capital acreana, o mototaxista Giani Justo Freitas foi condenado a 22 anos e 6 meses de prisão pelo assassinato da ex-esposa, Sílvia Raquel Mota, de 29 anos.
O julgamento ocorreu nesta quinta-feira (6), no plenário da 2ª Vara do Tribunal do Júri e Auditoria Militar de Rio Branco.
De acordo com o processo, o crime aconteceu em agosto de 2014, quando Giani tirou a vida da engenheira civil por não aceitar o fim do relacionamento.
O corpo da vítima foi encontrado dias depois, dentro de uma caixa d’água na casa onde morava, no bairro Wanderley Dantas.
Sílvia era servidora pública do Instituto de Meio Ambiente do Acre (Imac). Essa foi a segunda vez que o acusado enfrentou o júri popular.

Ele já havia sido condenado em 2019 a 19 anos de prisão, mas o julgamento foi anulado pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) em 2023, após recurso da defesa que apontava falhas no processo, entre elas a ausência de uma testemunha considerada essencial.
Com a anulação, o caso retornou ao Tribunal do Júri, onde o réu voltou a ser julgado com base nas mesmas provas da denúncia original.
Após o novo veredito, a juíza Ellen Oliveira determinou a prisão imediata de Giani, que foi levado diretamente para a Delegacia de Flagrantes e, em seguida, deve ser encaminhado ao sistema prisional para cumprir a pena.
O crime, que ganhou grande repercussão à época, voltou a mobilizar a opinião pública e reforçou o debate sobre a violência contra mulheres no Acre, especialmente os casos de feminicídio motivados por relações abusivas e o não aceite do término por parte do agressor.