A Polícia Federal (PF) deflagrou, na última quarta-feira (5), a Operação Guardiã Digital, voltada ao combate do compartilhamento e armazenamento de conteúdos de abuso sexual infantojuvenil em meios digitais. A ação cumpriu um mandado de busca e apreensão no município de Cruzeiro do Sul, interior do Acre.
De acordo com a instituição, as investigações começaram após a identificação de indícios de que um homem estaria divulgando imagens e vídeos ilícitos em um grupo de mensagens que contava com cerca de 640 participantes.
Durante o cumprimento da ordem judicial, os agentes recolheram equipamentos eletrônicos e outros materiais que agora passam por perícia técnica para confirmar a origem e o alcance da prática criminosa.
O objetivo da apuração é comprovar as condutas investigadas e identificar possíveis outros envolvidos no esquema.
Caso as suspeitas sejam confirmadas, os responsáveis poderão responder por armazenar e disponibilizar material de abuso sexual de crianças e adolescentes, crimes previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), com penas que podem ultrapassar seis anos de reclusão.
A corporação reforça que o termo “pornografia infantil” vem sendo substituído por expressões como “abuso sexual” ou “violência sexual infantojuvenil”, por refletirem de forma mais precisa a gravidade e o impacto das agressões cometidas contra as vítimas.
A PF também alerta pais e responsáveis sobre a importância da supervisão constante das atividades online de crianças e adolescentes, ressaltando que o diálogo aberto e a educação digital são as principais formas de prevenção contra crimes virtuais.