A Polícia Interestadual (Polinter), com apoio do Comando de Operações Especiais (Core), deflagrou nas primeiras horas desta terça-feira (4) uma operação que resultou na prisão de dez suspeitos de envolvimento em crimes nos estados do Amazonas e do Pará.
Entre os detidos está Wallafi Rodrigues, apontado como o mandante do assassinato do advogado Luiz Carlos Calderaro, ocorrido em agosto de 2023, no bairro Aparecida, zona Sul de Manaus.
A ação mobilizou forte aparato policial e teve como objetivo cumprir mandados de prisão preventiva e temporária contra os investigados.
Relembre o caso
O crime aconteceu na noite de um domingo, durante a tradicional feirinha do bairro Aparecida. Calderaro foi baleado em frente à própria casa, no momento em que saía para o evento.
Segundo as investigações, o atirador chegou em uma motocicleta e efetuou os disparos à queima-roupa.
O caso teve grande repercussão na época e foi acompanhado de perto pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), que cobrou respostas das autoridades e reforçou a importância da apuração célere do homicídio.
Além de Wallafi Rodrigues, foram presos Francisco França, Diana Marques, João Gabriel, Marcelo Alves, Rafael Urgente, Marcos Henrique, Lauro Marinho, Fábio da Cunha e Luis Felipe Silva.
Os suspeitos foram conduzidos à sede da Polinter para audiência de custódia. Segundo a corporação, parte dos mandados foi cumprida de forma preventiva, dentro da operação de combate ao crime organizado na região.
Motivação: vingança e tráfico de drogas
Durante as investigações, o traficante Hélio Alerrandro chegou a ser preso por envolvimento no caso. A Polícia Civil concluiu que o assassinato de Calderaro foi premeditado e teve motivação pessoal associada ao tráfico de drogas em Manaus.
De acordo com as autoridades, o crime estaria relacionado a disputas locais de poder entre traficantes e moradores que se opunham às atividades ilícitas em comunidades da capital.
A morte do advogado, portanto, teria sido uma vingança ordenada por criminosos que buscavam intimidar a população.
A prisão de Wallafi e dos demais suspeitos é vista pela polícia como um avanço importante na elucidação do homicídio e reforça o compromisso das forças de segurança no combate à impunidade.
As investigações continuam sob responsabilidade da Polinter e da Polícia Civil do Amazonas (PC-AM), com apoio do Ministério Público do Estado (MP-AM).