Jorge Santos dos Anjos, condenado a 52 anos e dez meses de prisão por um triplo homicídio em Manaus, foi identificado entre os mortos na megaoperação policial realizada no Rio de Janeiro, considerada a mais letal da história do estado.
A ação aconteceu nos complexos da Penha e do Alemão, onde dezenas de criminosos foram abatidos.
De acordo com informações divulgadas por autoridades fluminenses, Jorge Santos, de 29 anos, estava entre os criminosos oriundos do Amazonas refugiados nas comunidades dominadas pela facção Comando Vermelho (CV). Ele constava na lista oficial de mortos divulgada após a operação.
O homem possuía um mandado de prisão preventiva expedido pela Justiça do Amazonas e deveria cumprir pena em regime fechado, após condenação por triplo homicídio qualificado. Jorge estava foragido desde o julgamento, quando não compareceu ao Tribunal do Júri.
Crime brutal aconteceu em 2017
O caso que levou à condenação de Jorge Santos ocorreu na noite de 19 de outubro de 2017, no bairro São Lázaro, Zona Sul da capital amazonense.
Segundo a denúncia do Ministério Público do Estado do Amazonas (MPAM), o condenado e outros comparsas invadiram uma residência e executaram a tiros os irmãos Lucieverton Pedrosa de Lima e Lucierick Pedrosa de Lima, além do primo deles, Rafael Coelho de Lima.
O crime teria sido motivado por rixas pessoais e pelo fato de as vítimas terem hospedado um traficante rival do grupo de Jorge. O episódio ficou conhecido como “chacina de São Lázaro”, marcando um dos casos de maior repercussão criminal em Manaus naquele ano.
Condenação e fuga
O julgamento de Jorge Santos ocorreu no Conselho de Sentença da 3ª Vara do Tribunal do Júri de Manaus, que o condenou a mais de 52 anos de prisão por homicídio triplamente qualificado.
A pena foi imposta em regime inicialmente fechado, mas o réu já estava em liberdade e não foi encontrado após a sentença. Desde então, era considerado foragido da Justiça.
Com a intensificação de operações contra o crime organizado no Amazonas, investigações apontaram que Jorge Santos e outros criminosos do estado migraram para o Rio de Janeiro, onde buscaram abrigo em áreas controladas pelo CV.
Na megaoperação mais recente, ele foi morto em confronto com as forças de segurança, encerrando um histórico de violência que começou na capital amazonense.