A megaoperação contra o Comando Vermelho no Rio de Janeiro, que deixou mais de 120 mortos, provocou reflexos diretos na fronteira acreana.
O governo da Bolívia anunciou na última quinta-feira (30), o reforço da vigilância nos departamentos de Pando, Beni e Santa Cruz, regiões que fazem limite com o Acre, Rondônia e Mato Grosso, para impedir a entrada de possíveis integrantes da facção.
As medidas fazem parte da operação “Escudo de Ferro”, que ampliou o patrulhamento em estradas, áreas rurais e fluviais.
A ação ocorre após alerta emitido por países vizinhos, como Argentina e Paraguai, sobre o risco de fuga de criminosos brasileiros.
No Acre, a Polícia Federal e o Grupo Especial de Fronteira (Gefron) monitoram a região, que é considerada uma das mais sensíveis da Amazônia por causa da dificuldade de acesso e do histórico de contrabando e tráfico.
Autoridades brasileiras e bolivianas mantêm troca de informações para conter possíveis deslocamentos de faccionados pela fronteira.
O reforço dos controles policiais nos postos de fronteira entre a Bolívia e o Brasil, especialmente na região do Acre, foi confirmado pelas autoridades bolivianas, que destacaram tratar-se de uma determinação direta do governo de Luis Arce.
O ministro do Interior da Bolívia, Carlos Negro, também deve visitar o Brasil nos próximos dias para discutir medidas conjuntas de segurança com autoridades da região.