O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a se posicionar a favor da pesquisa de petróleo na Foz do Amazonas, área estratégica da Margem Equatorial brasileira.
Durante evento com empresários dos setores de biocombustíveis e automóveis, nesta quinta-feira (30), o petista classificou como uma “celeuma desnecessária” o debate sobre o tema.
Lula afirmou que a exploração será conduzida com segurança ambiental e dentro dos critérios técnicos exigidos. “Não é possível abandonar o uso de combustível fóssil de um dia para o outro. É preciso planejar essa transição com responsabilidade”, disse o presidente.
Licença do Ibama e avanço da Petrobras
A Petrobras recebeu recentemente a autorização do Ibama para iniciar os estudos exploratórios na região.
A decisão foi alvo de críticas de ambientalistas e entidades que defendem a preservação do ecossistema amazônico, mas o governo federal sustenta que a medida é essencial para fortalecer a soberania energética nacional.
Segundo Lula, o Brasil “pode ser exemplo mundial de transição energética”, conciliando produção de combustíveis com investimentos em energias renováveis.
Ministro reforça importância econômica
O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, também defendeu a exploração, destacando que o petróleo ainda tem papel central na economia global.
“Enquanto o mundo continuar demandando petróleo, o Brasil não pode abrir mão dessa riqueza. É ela que ajuda a combater a fome e a miséria”, afirmou o ministro.
Silveira ressaltou que o foco do governo é ampliar o investimento em tecnologias limpas, mas sem ignorar o potencial econômico da Margem Equatorial.
Biodiesel e exportação para a Alemanha
Durante o evento, Lula participou de uma exposição de veículos movidos a biocombustíveis, ao lado do CEO da Be8, Erasmo Carlos Battistella, e do presidente da Mercedes-Benz no Brasil e América Latina, Denis Güven.
O presidente aproveitou o momento para propor parcerias comerciais com a Alemanha, destacando o potencial do biodiesel brasileiro sem metanol. “Quero apresentar nossos produtos para o mercado alemão e ampliar as exportações do nosso biodiesel”, afirmou.
A agenda contou ainda com a presença do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e ministros do governo, reforçando o alinhamento da gestão com políticas de transição energética gradual.