Quem era Penélope, a ‘musa do crime’ morta com tiro de fuzil no rosto no Rio de Janeiro

Redação Portal Norte

Penélope, que ganhou fama nas redes sociais por exibir armas e roupas táticas, era vista pela polícia como uma das lideranças de campo da facção. Investigações indicam que ela era responsável por coordenar pontos de vigilância, proteger rotas de fuga e auxiliar no controle de áreas dominadas pelo CV.

Durante o confronto com as forças de segurança, a “Japinha” usava farda camuflada, colete balístico e levava consigo compartimentos para carregadores de fuzil. Segundo agentes que participaram da operação, ela teria reagido à abordagem e foi atingida por um disparo fatal no rosto.

O corpo foi encontrado próximo a uma das principais entradas do Complexo do Alemão, após horas de intenso tiroteio.

Mensagens antes da morte

Horas antes de morrer, Penélope trocou mensagens com uma amiga, revelando o clima de desespero em meio à ofensiva policial. “Eles estão aqui em cima de nós. A bala tá comendo. O helicóptero tá rodando”, teria escrito em um dos últimos contatos, segundo reportagem do Metrópoles.

As conversas mostram que ela estava cercada e tentava escapar do cerco armado pelos agentes. Minutos depois, foi morta em confronto.

Da internet ao confronto: a “musa do crime”

Penélope ficou conhecida no submundo do tráfico e fora dele por adotar uma estética militarizada e exibir armas nas redes sociais. As imagens circularam amplamente e fizeram dela uma figura de destaque dentro da facção — símbolo de poder e status entre os criminosos.

A notoriedade online, somada à proximidade com chefes do Comando Vermelho, ajudou a consolidar sua imagem como a “musa do crime”.

Operação mais letal da história do Rio

A morte de Penélope ocorreu durante a Operação Contenção, deflagrada pelo governo do Rio de Janeiro em 28 de outubro de 2025. A ação mobilizou cerca de 2,5 mil agentes das polícias Civil, Militar e de forças especiais, com o objetivo de enfraquecer a estrutura do CV nas comunidades da Penha e do Alemão.

O balanço oficial aponta 121 mortos, entre eles quatro policiais, além de 113 prisões — 33 de pessoas vindas de outros estados. A ofensiva paralisou o transporte público, bloqueou vias e provocou pânico entre os moradores.