Traficantes do Amazonas estão entre presos da megaoperação mais letal da história do Rio

Redação Portal Norte

A Polícia Civil do Rio de Janeiro confirmou, nesta quarta-feira (29), que criminosos oriundos do Amazonas estão entre os presos da megaoperação deflagrada nos complexos da Penha e do Alemão, zona norte da capital fluminense.

A ação, considerada a mais violenta já registrada no estado, teve como alvo principal o Comando Vermelho (CV), facção responsável por controlar vastas áreas do tráfico de drogas no país.

Segundo o secretário de Polícia Civil do Rio, Felipe Curi, 33 dos 133 presos vieram de outros estados brasileiros. Entre eles, estão traficantes do Amazonas, Ceará e Pernambuco, apontados como líderes que continuavam comandando execuções e ordens criminosas à distância.

Operação mais letal da história do Rio de Janeiro

A ofensiva policial, realizada na terça-feira (28), deixou 119 mortos até o último balanço oficial. O número supera inclusive o massacre do Carandiru, ocorrido em 1992, que resultou em 111 mortes.

Além dos mortos, as forças de segurança registraram 133 prisões, 10 menores apreendidos, 118 armas confiscadas (91 delas fuzis) e 14 explosivos localizados.

O governador Cláudio Castro (PL-RJ) declarou que o objetivo da operação era enfraquecer a estrutura de comando da facção e restaurar a segurança nas comunidades afetadas.

Corpos encontrados após os confrontos

Durante a madrugada desta quarta-feira (29), moradores do Complexo da Penha relataram ter encontrado ao menos 74 corpos na Praça São Lucas, na Estrada José Rucas, um dos principais acessos da região.

Os corpos, todos de homens, teriam sido removidos de uma área de mata conhecida como Vacaria, localizada na Serra da Misericórdia, onde ocorreram os confrontos mais intensos.

A perícia busca confirmar se essas mortes estão diretamente ligadas aos confrontos da operação.

As autoridades ainda não detalharam a identidade das vítimas nem o número exato de mortos por local.