Em 2025, mais de 1.700 professores da rede estadual do Tocantins estão afastados por problemas relacionados à saúde mental, superando o total registrado em 2024. O número representa 22,29% dos 7.856 docentes do estado.
Na rede municipal de Palmas, até 13 de outubro, 769 professores receberam licenças médicas. O município não detalhou os motivos por sigilo profissional, mas afirma que acompanha a saúde e o bem-estar dos servidores.
Sobrecarga e violência afetam docentes
Professores relatam que sobrecarga de trabalho, ameaças, violência verbal, ansiedade e falta de assistência médica contribuem para o aumento das licenças.
Em contrapartida, o Sindicato dos Trabalhadores em Educação no Tocantins (Sintet) afirma que oferece orientação jurídica gratuita para casos de assédio moral e questões relacionadas a licenças médicas e direitos trabalhistas.
Contudo, o número de licenças médicas tem sido alarmante e chama atenção de especialistas.
Secretarias adotam programas de apoio
Diante disso, a Secretaria de Estado da Educação (Seduc) implementou a Polícia Pública de Bem-Estar Profissional (Probem), que atua em três frentes:
- Atenção ao bem-estar profissional, focada nas emoções e satisfação no ambiente de trabalho;
- Valorização dos professores, com ações de saúde integral e desenvolvimento pessoal;
- Qualidade de vida, integrando condições laborais às necessidades biopsicossociais e culturais.
Enquanto a Secretaria Municipal de Educação (Semed) de Palmas mantém o Programa Saúde do Educador, com protocolos que incluem acolhimento, acompanhamento psicológico e orientações para lidar com vulnerabilidade e violência no ambiente escolar.
Ambiente escolar ainda apresenta desafios
Apesar disso, docentes relatam pressão por resultados, conflitos e sobrecarga, fatores que prejudicam a saúde mental.
Especialistas destacam que investimento contínuo em apoio e prevenção é essencial para manter o bem-estar e garantir qualidade no ensino.