A Delegacia de Atendimento à Mulher (DEAM) finalizou o inquérito que investigava a morte de Yonara Nazaré da Silva, de 29 anos, assassinada pelo marido, o segundo tenente da reserva da Polícia Militar, Reginaldo de Freitas Rodrigues, de 56 anos.
O crime ocorreu na madrugada de 27 de setembro, no bairro Mocinha Magalhães, em Rio Branco, e chocou a população pela brutalidade, a vítima foi morta na frente das duas filhas do casal, de 3 e 7 anos.
Segundo as investigações, Reginaldo disparou três vezes contra Yonara usando uma pistola calibre .380, a curta distância. Após o crime, ele fugiu e ficou dois dias foragido, até se entregar à DEAM, onde foi formalmente indiciado.
O inquérito, concluído no início da semana, foi remetido à Justiça com o pedido de conversão da prisão provisória em preventiva.
O juiz Álesson Braz decidiu redistribuir o caso para a 1ª Vara do Tribunal do Júri, responsável pela audiência de custódia e pelos processos de crimes dolosos contra a vida.
O tenente foi indiciado por feminicídio, crime cuja pena varia de 20 a 40 anos de reclusão. Com a conclusão das investigações, os autos seguem para o Ministério Público, que deverá apresentar denúncia à Justiça. A partir desse momento, o acusado passará à condição de réu.
No último mês, Reginaldo Freitas teve a prisão mantida após audiência de custódia. Depois de 48h do crime, ele se apresentou à DEAM, não prestou depoimento e permaneceu em silêncio.
Saiba como denunciar
A Polícia Militar do Acre reforça a importância de denunciar qualquer forma de violência doméstica e oferece diversos canais de atendimento para garantir proteção e resposta rápida às vítimas.
Além dos números exclusivos da corporação, como o (68) 99609-3901, (68) 99611-3224, (68) 99610-4372 ou (68) 99614-2935, a população pode recorrer a serviços de emergência, como o 190 da PM e o 192 do Samu, ou buscar apoio direto nas delegacias especializadas e na Secretaria de Estado da Mulher (Semulher).
Também é possível registrar denúncias anônimas pelo Disque 100 ou pelo WhatsApp do Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos.
Esses canais funcionam como ferramentas essenciais para romper o silêncio, salvar vidas e combater a violência de gênero em todo o estado.