Representantes de movimentos sociais do Acre estiveram em Brasília para participar dos fóruns interconselhos e do encontro Vozes da Amazônia, eventos preparatórios para a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), que ocorrerá em Belém, no Pará, em novembro.
A programação reuniu lideranças nacionais e internacionais, além de representantes do governo federal, em um espaço de diálogo voltado à construção coletiva de propostas para o enfrentamento da crise climática.
Durante os debates, os participantes discutiram temas como transição energética, adaptação climática, agricultura sustentável e preservação da biodiversidade, com o objetivo de consolidar contribuições da sociedade civil para a Agenda de Ação da COP30.
As discussões também reforçaram a necessidade de integrar políticas públicas que contemplem os povos da floresta, comunidades tradicionais e grupos em situação de vulnerabilidade.
A ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, destacou a importância de conectar as ações da COP30 a temas centrais como transição justa, adaptação climática, financiamento e meios de implementação, além de promover sinergias entre clima, biodiversidade, desertificação, cultura e ação climática.
“O balanço ético global é acima de tudo um convite à esperança e nos lembra que a ação climática só será eficaz se também for ética”, afirmou.
O Acre foi representado por 23 instituições sociais e sindicais, incluindo entidades ligadas a trabalhadores rurais, movimentos de mulheres, educação, cultura e economia solidária.
A ampla participação do estado demonstrou o comprometimento regional com a sustentabilidade e a defesa dos direitos socioambientais da Amazônia.
Encerrando o evento, foi aprovado um documento coletivo sobre participação social, destacando a importância de manter a mobilização popular antes, durante e após a COP30.
A presença expressiva de mulheres nos debates reforçou o papel do protagonismo feminino nas pautas ambientais e sociais, simbolizando um passo significativo rumo à inclusão e à justiça climática.

A ministra reforçou ainda a necessidade de uma liderança responsável para garantir resultados efetivos na conferência.
“Não haverá liderança global sem liderança moral. Que a COP30 possa se constituir como um grande mutirão da implementação dos acordos até aqui alcançados”, acrescentou, destacando a relevância da cooperação internacional para avançar na agenda climática.