O ex-presidente da Petrobras, Jean Paul Prates, afirmou nesta terça-feira (21) que a autorização para perfuração de um poço exploratório na Foz do Amazonas não teve influência política e segue os trâmites técnicos do Ibama.
A declaração vem em resposta a críticas de que o avanço da exploração seria um gesto político do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em direção ao senador Davi Alcolumbre (União Brasil-AP).
Exploração ocorre com responsabilidade ambiental
Prates destacou que o processo de autorização é complexo e envolve análise técnica rigorosa. Segundo ele, reduzir a decisão a um “momento político” seria equivocado.
“Essa é uma ação que beneficia a Petrobras e a sociedade brasileira”, afirmou em entrevista ao Contexto Metrópoles.
A Petrobras recebeu a aprovação do Ibama para perfurar o poço exploratório bloco FZA-M-059, localizado na Margem Equatorial brasileira, próximo à foz do Rio Amazonas.
A autorização atende a uma demanda antiga do senador amapaense Davi Alcolumbre, que comemorou a decisão e reforçou que o Brasil pode explorar suas riquezas naturais de maneira responsável.
Debate sobre sustentabilidade e COP 30
Jean Paul Prates comentou que a exploração ocorre às vésperas da COP 30, Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, e que é necessário equilibrar riscos ambientais com a necessidade de desenvolvimento energético.
Ele garantiu que o Brasil mantém sua liderança em sustentabilidade, destacando que a produção de petróleo é descarbonizada e compatível com uma matriz energética limpa.
“Não perdemos nossa credibilidade internacional por estarmos perfurando um poço exploratório”, ressaltou Prates, lembrando ainda que os royalties da exploração podem melhorar a qualidade de vida das comunidades próximas.
Com informações do Metrópoles*