Em 72 horas, a Delegacia de Polícia Interestadual (Polinter) prendeu três homens acusados de descumprir medidas protetivas de urgência (MPUs) concedidas pela Justiça a vítimas de violência doméstica e familiar.
O coordenador dos delegados Alexandre Matos, titular da Polinter, e Herbert de Amorim Cardoso, diretor interino do Departamento de Operações Especiais (Dopes), conduziram as ações em Boa Vista.
Primeiro caso: Senador Hélio Campos
No dia 15, um homem foi preso no bairro Senador Hélio Campos por ameaçar e perseguir a ex-companheira, de 35 anos, desrespeitando medida judicial.
O boletim de ocorrência aponta que o homem continuava a aparecer na casa da vítima e a contatá-la por ligações e mensagens, mesmo após ela mudar de endereço.
As investigações revelaram que o acusado já havia sido preso pelo mesmo crime, mas ele voltou a procurá-la, afirmando que “não a deixaria em paz”.
Diante da reincidência e do risco à integridade da vítima, o Poder Judiciário converteu a medida protetiva em prisão preventiva, executada pela Polinter.
Segundo caso: Caranã
No dia 16, a Polinter prendeu A.P.D.S., de 31 anos, no bairro Caranã por ameaçar a ex-companheira de 34 anos com quem conviveu por três anos.
A vítima relatou que o agressor consumia drogas e cometia atos de violência durante o relacionamento. Após o término, ele continuou a persegui-la, afirmando que “enquanto ela tiver vida, tem que ficar com ele”.
A insistência e o descumprimento da MPU motivaram a decretação da prisão preventiva, cumprida pelos policiais civis.
Terceiro caso: Conjunto Cidadão
A Polícia registrou o terceiro caso no dia 17, no conjunto Cidadão, envolvendo R.C.S., de 31 anos. Os agentes o detiveram após ele descumprir a medida protetiva solicitada pela própria mãe, de 57 anos, e pela irmã, de 22.
O relatório policial aponta que o homem chegou à residência embriagado, drogado e armado com uma faca, ameaçando os familiares de morte.
Durante a confusão, ele agrediu a irmã, que possui um problema no braço, causando lesões.
As vítimas relataram ainda que o acusado faz parte de uma facção criminosa e havia saído recentemente do sistema prisional.
Logo após, o Ministério Público de Roraima (MPRR) solicitou a prisão preventiva, deferida pela Justiça e cumprida pela Polinter.
Acusados no sistema prisional
A equipe policial encaminhou os três suspeitos à sede da Polinter para os trâmites legais e, em seguida, os apresentou em audiência de custódia.
Após a decisão judicial, a Polícia transferiu os acusados para o sistema prisional, onde eles permanecem à disposição da Justiça.