Um homem de 36 anos, identificado como Sidomar Sena dos Santos, morreu após ser atingido por uma estrutura de concreto que desabou durante uma obra em uma fábrica de açaí, em Manacapuru, interior do Amazonas.
O acidente ocorreu por volta das 15h de domingo (19), às margens da Rodovia Manoel Urbano, próximo ao balneário do Miriti.
Segundo o Corpo de Bombeiros, Sidomar trabalhava no local quando parte da estrutura cedeu e o atingiu. O acontecimento foi imediatamente comunicado às equipes de resgate, que precisaram agir com cautela devido à instabilidade da área.
O resgate durou cerca de sete horas e foi considerado complexo, pois havia risco de novos desabamentos.
Para acessar o ponto onde o corpo estava, os bombeiros utilizaram equipamentos pesados e técnicas de escavação seguras.
O corpo de Sidomar foi retirado e encaminhado primeiro ao necrotério do Cemitério de Manacapuru e, em seguida, ao Instituto Médico Legal (IML) em Manaus, para procedimentos legais e perícia.
Resgate complexo e operação dos bombeiros
De acordo com o comandante do 2º Comando de Bombeiros Militar (CIBM), tenente Emerson Oliveira, a operação exigiu estabilizar a estrutura com um caminhão guincho e perfurar o solo para alcançar o local onde Sidomar estava soterrado.
“O cenário foi bem desesperador em relação ao funcionário da fábrica que estava lá. A área foi isolada e trabalhamos com segurança para garantir o resgate”, afirmou o tenente.
A região permaneceu isolada durante toda a operação para proteger as equipes de emergência e evitar novos acidentes, já que a área ainda estava instável após o desabamento.
O Corpo de Bombeiros destacou a importância do uso de equipamentos especializados e da avaliação constante da segurança no local para que o resgate fosse realizado com sucesso.
Investigação e medidas legais
A Polícia Civil do Amazonas instaurou um inquérito para apurar as circunstâncias do acidente e verificar a legalidade da obra na fábrica de açaí.
Equipes da corporação foram ao local após o resgate e iniciaram a coleta de informações, com o objetivo de entender as causas do desabamento e identificar possíveis responsabilidades.
O caso será acompanhado de perto pelas autoridades, e os resultados do inquérito poderão gerar medidas administrativas ou criminais, dependendo do que for apurado.
Enquanto isso, o local permanece isolado e o trabalho de perícia continua para garantir que não haja riscos adicionais aos trabalhadores e à comunidade.