O Acre ocupa a 15ª posição no indicador de inadimplência do Ranking de Competitividade dos Estados 2025, divulgado na última quinta-feira (16) pelo Centro de Liderança Pública (CLP).
De acordo com os dados, 46,4% da população acreana acima de 18 anos está inadimplente, ou seja, possui dívidas vencidas e não pagas.
O indicador considera a proporção de consumidores negativados em relação à população adulta e utiliza dados do Serasa e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) como fontes.
Esse critério é um dos componentes do ranking que avalia a capacidade dos estados em promover bem-estar à população e uma gestão fiscal eficiente.
Apesar do número elevado, o Acre aparece em melhor situação que todos os outros estados da região Norte, com exceção do Pará, que ocupa a 11ª posição nacional, com 43,9%.
Amazonas, Rondônia e Roraima estão entre os piores colocados: 24º, 21º e 20º lugares, respectivamente, com taxas superiores a 50%.
O Amapá, por sua vez, apresenta o cenário mais crítico do país, com 70,2% da população adulta inadimplente.
No topo do ranking aparece Santa Catarina, onde apenas 32,9% dos adultos estão inadimplentes, demonstrando um ambiente mais saudável de crédito e maior estabilidade econômica da população.
Competitividade como reflexo da gestão
O Ranking de Competitividade dos Estados é uma ferramenta de diagnóstico utilizada para avaliar o desempenho dos estados brasileiros em áreas essenciais como educação, saúde, segurança, infraestrutura, sustentabilidade, solidez fiscal e inovação.
A inadimplência faz parte dos indicadores de “Potencial de Mercado”, refletindo o poder de compra da população e sua capacidade de honrar compromissos financeiros.
Ter uma menor taxa de inadimplência é visto como um sinal positivo, pois sugere que mais pessoas estão com as contas em dia e, consequentemente, há maior potencial de consumo e crescimento econômico.
Ainda assim, o dado revela que quase metade da população adulta do Acre enfrenta dificuldades financeiras, exigindo atenção por parte do poder público e do setor produtivo local.
Além de monitorar o desempenho dos estados, o CLP propõe o uso dos dados como instrumento de gestão pública e política pública baseada em evidências, apoiando lideranças na identificação de gargalos e oportunidades de melhoria.