Um casal de idosos de Sena Madureira, interior do Acre, viveu uma situação preocupante ao encomendar carne de carneiro e, ao invés disso, receber carne de cachorro para o consumo.
O homem, de 81 anos e com deficiência visual, e a esposa, de 82 anos, pagaram R$ 350 pelo produto que acabou gerando indignação entre familiares e moradores da região.
A suspeita surgiu durante o preparo da carne, quando notaram um odor diferente do habitual e o tempo de cozimento prolongado.
Familiares foram chamados e rapidamente identificaram que o alimento não era carneiro, despertando preocupação com a procedência e segurança do que estava sendo consumido.

Embora ainda não tenha sido registrada uma queixa formal contra o responsável pela venda, o caso foi amplamente comentado na cidade.
Consumo de carne de cachorro
Sobre se alimentar de carne de cachorro, embora não seja comum na cultura alimentar brasileira, a legislação não prevê especificamente a proibição do consumo do animal.
No entanto, devido às questões de saúde pública e ao fato de cães serem considerados animais de estimação, o comércio e alimentação de partes do corpo do bicho são socialmente rejeitados e juridicamente regulados, especialmente quanto à origem e abate do animal.
A comercialização ilegal e o abate clandestino são crime, agravados pela proteção legal aos animais domésticos.
Sendo assim, se confirmado o caso, o suspeito, cujo nome não foi divulgado, poderá responder criminalmente pela morte do animal, uma vez que a legislação brasileira tipifica como crime o ato de matar cães e gatos, previsto na Lei de Crimes Ambientais.
A pena para maus-tratos varia de dois a cinco anos de reclusão, além de multa e a possível proibição da guarda de animais, com agravantes em caso de morte do animal.
O caso levanta alerta para cuidados na compra de alimentos e legalidade do consumo no Brasil.
O Portal Norte procurou a Polícia Ambiental de Sena Madureira para confirmar as informações sobre o caso. Em resposta, foi informado que a ocorrência foi registrada e encaminhada à Polícia Civil do município, responsável pelo atendimento às vítimas. Até o fechamento desta matéria, a instituição não retornou o contato.
Alimentação na China
Na China, o consumo de carne de cachorro e gato faz parte de uma tradição cultural em algumas regiões, embora venha enfrentando crescente rejeição e regulamentações mais rígidas nos últimos anos.
Estima-se que cerca de 10 milhões de cães sejam abatidos anualmente para consumo no país, enquanto o número de gatos é menor, mas ainda significativo.
Apesar de ser uma prática tradicional em determinadas áreas, o governo chinês tem promovido campanhas para reduzir o consumo dessas carnes e proteger os animais, refletindo uma mudança gradual no comportamento da população e nas políticas públicas voltadas ao bem-estar animal.