Desde de 2022, os Correios apresentam recorrentes prejuízos bilionários. Somente até junho deste ano foi registrado um rombo de R$ 4,3 bilhões, quase o dobro do prejuízo de todo o ano de 2024, que foi de R$ 2,6 bilhões.
Com o objetivo de apresentar um plano de reestruturação para a empresa, Brasília sediou uma coletiva de imprensa, na última quarta-feira (16).
Para lidar com os constantes prejuízos acumulados pela estatal, a principal solução apresentada pelo presidente dos correios, Emmanoel Schmidt Rondon , foi um empréstimo de R$ 20 bilhões para recuperar a liquidez da empresa.
Esclarecimentos
Durante a coletiva, o presidente foi perguntado se o empréstimo resolveria a questão dos prejuízos financeiros.
Ele afirmou que junto com outras medidas que já estão sendo adotadas, como um novo plano de demissão voluntária e receitas com a venda de imóveis e a criação de produtos tecnológicos, o empréstimo trará equilíbrio financeiro para 2025 e 2026, preparando a estatal para gerar lucro a partir de 2027.
Além disso, Rondon ressaltou que a empresa está fazendo a renegociação de contratos com os maiores fornecedores, buscando melhores condições de juros e também planeja ampliar a gama de serviços logísticos oferecidos ao público.
“O programa de reestruturação que a gente está fazendo tem uma primeira visão de curto prazo, que está pautada em corte de despesa e com foco para a gente mexer na eficiência operacional, na diversificação de receitas, que a gente enxerga como viável a curto prazo, e também em uma recuperação da saúde financeira do caixa, para termos normalização da atividade”, explicou.