Educadores da rede pública estadual se reuniram na manhã desta quarta-feira (15), em frente à Assembleia Legislativa do Acre (Aleac) para cobrar do governo avanços nas pautas salariais e no cumprimento de compromissos assumidos anteriormente.
A manifestação, organizada pelo Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Acre (Sinteac), coincidiu com o Dia do Professor, reforçando o apelo por valorização da categoria.
O movimento teve como foco principal a recomposição de 10% na tabela do Plano de Cargos, Carreiras e Remuneração (PCCR), percentual que teria sido retirado em 2022, segundo o sindicato.

A categoria também pede a correção anual dos salários e a equiparação da carga horária entre professores efetivos e provisórios, como forma de garantir isonomia no exercício da função.
O ato reuniu dezenas de servidores, que denunciaram a desvalorização profissional e os impactos financeiros sofridos com a defasagem salarial.
Professores cobram reformulação do PCCR e acusam governo de desrespeito com a categoria
Durante o protesto, a presidente do Sinteac, Rosana Nascimento, fez um duro desabafo contra o governo do Estado, acusando a gestão de negligência e desrespeito com a categoria.
“Há 3 anos assaltaram os nossos 10% da referência, dizendo que voltaria no ano seguinte. Já estamos com todo esse tempo de luta, esse governo não devolveu, não tem respeito pela educação. São praticamente 8 anos de governo e a educação está só a desgraça, nos últimos lugares no ranking da qualidade do ensino”, criticou.

Ela ainda rechaçou a justificativa do governo baseada na Lei de Responsabilidade Fiscal. “Se o governo quisesse devolver, ele conseguiria. Porque isso não representa nada e, infelizmente, ele não quer, não tem compromisso com a educação e só tem realmente nos humilhado. As exigências são grandes, mas o retorno das condições de trabalho não tem”, completou.
Cálculos apresentados pelo Sinteac apontam perdas mensais significativas, que estariam comprometendo o sustento de muitas famílias e contribuindo para o adoecimento de profissionais da educação.
Apesar de recentes sinalizações da Secretaria de Educação sobre a intenção de retomar a tabela do PCCR, o governo estadual afirma que qualquer reajuste está condicionado aos limites estabelecidos pela Lei de Responsabilidade Fiscal.
Diante disso, a categoria afirma que as mobilizações devem continuar até que haja resposta concreta às demandas.
Para o professor José Uchoa, a tabela dos trabalhadores da educação é a espinha dorsal da carreira, que foi conquistada há muitos anos atrás, nunca sendo alterada, apenas na gestão atual.

“Esse governo retirou o que representa uma grande perca para nós trabalhadores. E estamos nessa luta para recuperar o que nos foi tirado, na expectativa de ter de volta um direito que é muito justo”, afimou.