O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), pediu ao presidente da Primeira Turma, ministro Flávio Dino, que marque o julgamento do chamado “núcleo 2” da tentativa de golpe.
Os integrantes desse grupo são:
- Filipe Garcia Martins Pereira, ex-assessor especial para Assuntos Internacionais da Presidência.
- Fernando de Sousa Oliveira, ex-secretário-adjunto da Secretaria de Segurança Pública do DF.
- Marcelo Costa Câmara, coronel do Exército e ex-assessor de Bolsonaro.
- Mário Fernandes, general da reserva do Exército.
- Marília Ferreira de Alencar, delegada da Polícia Federal e ex-subsecretária de Segurança Pública da Distrito Federal.
- Silvinei Vasques, ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal (PRF) na gestão de Jair Bolsonaro.
A PGR afirma que os investigados utilizaram a Polícia Rodoviária Federal (PRF) para dificultar o acesso dos eleitores aos locais de votação no segundo turno de 2022.
Alegações finais
Filipe Martins e Marcelo Câmara apresentaram no último sábado (11) suas alegações finais.
As entregas aconteceram após o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, voltar atrás na decisão que havia destituído seus advogados.
Na última quinta-feira (9), Moraes havia determinado o afastamento dos advogados Jeffrey Chiquini e Eduardo Kuntz,representantes, respectivamente, de Martins e Câmara.
O ministro argumentou que as defesas tiveram comportamento “inusitado” para realizar uma “manobra procrastinatória”.
Retomada de julgamento
O STF volta analisar ação sobre tentativa de golpe nesta terça-feira (14). Em análise, o “núcleo 4”, composto por:
- Ailton Gonçalves Moraes Barros, ex-major do Exército;
- Ângelo Martins Denicoli, major da reserva do Exército;
- Carlos César Moretzsohn Rocha, engenheiro e presidente do Instituto Voto Legal;
- Giancarlo Gomes Rodrigues, subtenente do Exército;
- Guilherme Marques de Almeida, tenente-coronel do Exército;
- Marcelo Araújo Bormevet, agente da Polícia Federal e ex-membro da Abin;
- Reginaldo Vieira de Abreu, coronel da reserva do Exército.
A PGR afirma que o grupo espalhou notícias falsas sobre o processo eleitoral, atacou instituições e autoridades e ajudou a fomentar instabilidade social com o objetivo de romper a ordem democrática.