A fé moveu cerca de 2 milhões de pessoas na manhã deste domingo (12), em Belém (PA), durante a tradicional procissão do Círio de Nazaré. A jornada de devoção começou às 6h30, com uma missa presidida pelo arcebispo metropolitano, dom Júlio Akamine.
Uma hora depois, às 7h30, a Imagem Peregrina de Nossa Senhora de Nazaré partiu em cortejo por 3,6 quilômetros pelas ruas da cidade.
O atrelamento da corda à berlinda que conduz a santa é o ápice ritualístico para os devotos, um gesto considerado o pontapé inicial do Círio. Guardas de Nazaré e voluntários se mobilizam para proteger a imagem e a imensa multidão de fiéis.
A procissão é um palco de intensa devoção, onde promesseiros cumprem seus votos, alguns caminhando de joelhos.
“É algo sem explicação. É só agradecimento. Já é o meu segundo ano e eu pretendo continuar”, disse a devota Cristiane, que segurou e puxou a corda de Nossa Senhora de Nazaré.

Além da penitência, a tradição é de solidariedade: devotos distribuem generosamente água, toalhas, alimentos e lembranças da padroeira para amparar os participantes sob o calor paraense.
“A gente fica muito emocionado e só sabe o que é isso quem vem. Que Nossa Senhora siga iluminando a todos nós”, destacou o ministro das Cidades, Jader Filho.
Diversidade
As homenagens acontecem nas mais diversas linguagens. Assim, lideranças indígenas também foram destaque no momento, como explicou a coordenadora do grupo Mídia Indígena Oficial.
“A gente celebra esse momento de fé, ancestralidade e futuro. A Nazinha é isso: a Mãe dos povos da Amazônia e não dá para falar disso sem os povos indígenas, porque também estamos na esperança por um futuro melhor”, expressou.