Gladson Camelí confirma que deve renunciar ao governo do Acre em 2026 para disputar o Senado

Redação Portal Norte

O governador do Acre, Gladson Cameli (PP), confirmou nesta segunda-feira (6), durante entrevista ao programa Povo na TV, que pretende renunciar ao cargo em abril de 2026.

A saída do Executivo estadual tem como objetivo viabilizar sua candidatura ao Senado Federal nas eleições do próximo ano.

Camelí destacou que, com sua saída, quem deve assumir o comando do estado é a atual vice-governadora, Mailza Assis (PP), a quem elogiou por sua atuação nos principais eixos da gestão.

Ele lembrou que ela já foi sua suplente no Senado e, atualmente, tem exercido papel ativo na condução de áreas como infraestrutura, saúde e segurança pública.

O atual chefe do executivo também mencionou o crescimento político da vice nos últimos anos e afirmou que ela reúne todas as condições para liderar o estado e manter os projetos em andamento.

“Como vou subestimar uma candidata como ela? Mailza tem potencial e acredito no seu sucesso. Caso eu dispute o Senado e renuncie, ela assume o governo e continuará nosso planejamento. Não tenho dúvidas do seu êxito em 2026”, comentou.

Ainda sobre a sucessão, o governador frisou que as movimentações políticas estão se intensificando, mas ponderou que o cenário só deve se consolidar mais adiante.

“As eleições estão muito antecipadas, e ainda tem muita coisa para acontecer até abril”, comentou, sugerindo que sua decisão será tomada em sintonia com seu grupo político.

Bocalom X Mailza

O governador também comentou sobre as recentes manifestações do prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom (PL), para uma possível candidatura ao governo do Acre em 2026.

Para ele, é natural que, com a proximidade do período eleitoral, lideranças políticas comecem a se posicionar publicamente.

Ele destacou que já havia sugerido um diálogo direto entre Bocalom e a vice-governadora Mailza Assis (PP), reforçando a importância de construir um entendimento dentro do grupo político ao qual ambos pertencem.

“Vejo os burburinhos do prefeito Tião Bocalom com naturalidade. Já pedi para ele e a vice-governadora Mailza conversarem, pois até abril todos que quiserem disputar o Palácio Rio Branco podem se posicionar. Não tomo decisões sozinho, faço parte de um grupo político que discute juntos, e Bocalom é parte importante para termos uma candidatura forte na minha sucessão”, declarou.

Relação com o governo federal

Gladson também abordou sua relação com o governo federal, afirmando que, apesar das diferenças ideológicas entre sua gestão, de centro-direita, e o governo Lula, de esquerda, o diálogo institucional é necessário.

Ele ressaltou que o Acre precisa dos investimentos da União e que está disposto a manter uma relação republicana em favor da população.

Por fim, o governador reforçou que seguirá trabalhando até o último dia de mandato, com foco na execução de obras e programas iniciados nos últimos anos.

Ele afirmou que 2025 é o “ano do executar” e que sua possível candidatura ao Senado não o afastará do compromisso com a entrega de resultados ao povo acreano.